O
mercado brasileiro vive um momento de transição na adoção da duplicata, que vai
além do cumprimento regulatório e aponta para uma agenda mais ampla de
modernização financeira. Após anos de debates, o modelo começa a se consolidar
nas operações, impulsionado por empresas que buscam não apenas adequação, mas
eficiência. Na prática, o avanço reflete uma mudança mais profunda: a
necessidade de reduzir atritos operacionais, ampliando a visão da capacidade e,
com isso, melhorar o acesso ao crédito.
Inserida
na agenda regulatória do Banco Central, a duplicata escritural tem como um dos
objetivos ampliar o acesso das empresas ao crédito, diminuindo a exposição ao
risco e ampliando as ofertas, inclusive em maior volume. Ao conectar a nota
fiscal eletrônica, o aceite do comprador e a liquidação do pagamento, o modelo
reduz falhas históricas como duplicidade de garantias e inconsistências de
registro e traz uma visão clara de capacidade.
De
acordo com Edson Silva, fundador e presidente da Nexxera, empresa especializada
em ecossistemas integrados de soluções de finanças, fluxo de caixa e cadeias de
negócios, o movimento atual ainda é puxado pelos grandes pagadores, por conta
da necessidade de fortalecer seus fornecedores. No entanto, a regulamentação
fiscal e, em paralelo, o split payments ainda tomam grande atenção dos sistemas
de gestão e dos empresários”.
A
antecipação à obrigatoriedade regulatória tem sido motivada por ganhos
operacionais e financeiros imediatos. “Organização, autenticidade,
unicidade, risco, fraude e incapacidade de tomar crédito têm sido temas
abordados nas agendas que despertam a preocupação por antecipar as datas dos
marcos regulatórios, definidas pelo porte das empresas”, explica o
executivo. Com isso, a duplicata deixa de ser apenas uma exigência futura e
passa a ser instrumento de organização e melhoria financeira.
Na
avaliação do presidente da Nexxera, apesar dos avanços, o principal obstáculo à
adoção não está na tecnologia, mas na falsa percepção de complexidade. “O
desconhecimento e a desinformação sobre como implementar o processo frente à
motivação das vantagens e dos ganhos ainda dificultam o avanço das empresas. Na
prática, já é possível implementar de forma simples e quase imediata, pois já
há infraestrutura disponível por meio de APIs e outras camadas de integração
prontas”, diz Silva.
A
integração entre sistemas de gestão, registradoras, instituições financeiras e
fluxos internos também segue como um dos principais desafios. Um levantamento
realizado pela Nexxera durante o evento Encontros à Mesa revela que 71% das
empresas apontam a automação e a simplificação de processos como a prioridade
absoluta para 2026, reforçando que a eficiência operacional é o eixo central
dessa transformação.
“Já
ultrapassamos esta barreira, colocando infraestrutura à disposição de todo o
mercado. A infraestrutura da Nexxera está pronta para os processos com notas
fiscais/duplicatas, recebíveis e pagamentos, entre outros já disponíveis para
todos os sistemas de gestão (muitos já adequados), registradoras e instituições
financeiras”,
afirma o executivo.
Para
ele, o objetivo foi simplificar e automatizar a entrada das empresas, para
agora dar espaço à adoção dos modelos e permitir a adesão de forma simples, sem
impacto nas agendas tributárias e de split, obtendo as vantagens que já estão
disponíveis.
“Mais
do que uma mudança tecnológica, trata-se de uma nova lógica, pronta e
acessível, de processos que ampliam a competitividade no mercado”, reforça o
fundador e presidente da Nexxera.
Para
os próximos anos, a expectativa é de avanço consistente na adesão à duplicata
escritural, com impacto direto na forma como o crédito é estruturado e
distribuído. A tendência, segundo Edson Silva, é o crescimento de soluções
ainda mais inteligentes, baseadas em dados confiáveis e processos integrados.
Esse
movimento deve ampliar o alcance do crédito, especialmente para empresas
pequenas e com maior dificuldade de acesso. “O avanço do crédito
inteligente deve beneficiar de forma mais efetiva a base da pirâmide econômica.
E, ao reduzir fricções, empresas passam a acessar melhores condições com mais
agilidade, ampliando a democratização do crédito”, conclui.
Sobre
a Nexxera
A
Nexxera, com sede em Florianópolis (SC) e principal unidade de negócio em São
Paulo, é o maior ecossistema de serviços financeiros, supply chain e crédito do
Brasil. Fundada em 1992 junto ao seu sócio Edenir Silva e presidida por Edson
Silva, a companhia oferece um ecossistema completo com soluções de cash,
crédito e supply chain para empresas de todos os portes.
O
foco em resultado, eficiência e escalabilidade, ancorada em tecnologia de ponta
soma-se a iniciativas de anti-fraude na integração de corporações de todos os
portes e segmentos com sua cadeia produtiva, instituições financeiras e
parceiros estratégicos, movimentando trilhões em transações anuais. Entre seus
clientes estão Carrefour, Sony Music, Merck, Brasil Brokers, Gafisa, Cyrela,
Crefisa, Rinnai Brasil, Direcional, Mozak, Tenda e Nu Pagamentos.
Presente
nas principais cadeias de negócios do país, a Nexxera segue liderando
movimentos de inovação que fortalecem a economia e ampliam a transparência nas
relações empresariais.
Mais
informações: www.nexxera.com