No ecossistema de inovação brasileiro, onde o foco midiático costuma se concentrar em histórias de consumo e grandes plataformas B2C, empreender no universo B2B ainda é terreno de narrativas mais discretas — mesmo quando o impacto é profundo. A jornada da Inventa, plataforma full service que integra indústria, tecnologia, logística e varejo, ajuda a ilustrar esse caminho menos celebrado, mas estratégico, de construir e escalar uma startup que vende para quem também empreende.
A história começa com um aprendizado central: entender que, para ganhar tração real no mercado corporativo, não basta apenas uma boa ideia — é preciso mergulhar nas dores do cliente e traduzir isso em valor palpável. Ao atuar como ponte entre indústrias e varejistas, a Inventa percebeu desde cedo que seus parceiros enfrentavam desafios que iam além da simples compra e venda de mercadorias. Eles precisavam de previsibilidade, capital de giro, inteligência de estoque e apoio analítico para crescer em mercados fragmentados.
Nesse processo, não faltaram escolhas difíceis. Aprender com erros e corrigir a rota foi uma constante, assim como acontece com outras startups brasileiras que tiveram de ajustar seus modelos de negócio mesmo após captar recursos significativos – em um ano, chegou à Série B e totalizou R$ 405 milhões em investimentos de grandes fundos internacionais -, provando que captação por si só não garante tração sustentável — e que a inovação exige adaptação contínua à realidade do mercado.
Para o Marcos Salama, CEO e fundador da Inventa, a empresa foi criada com uma visão clara de transformar a relação entre indústria e varejo, passou por momentos de iteração e refinamento de produto. “Identificamos que a chave estava em transformar dados em insights e serviços financeiros úteis: analisando padrões de compra e comportamento dos varejistas, passaram a oferecer soluções que iam além do marketplace tradicional — trazendo crédito baseado em histórico de transações, previsão de demanda e gestão de estoque”, afirma.
Ainda segundo Salama, cada rodada de captação e cada parceria formalizada trouxeram não apenas capital, mas oportunidades de aprendizado sobre o ritmo do mercado B2B. Ele destaca que crescer vendendo para empresas exige paciência, foco em execução e um ciclo de feedback constante com os usuários finais — lojistas que lidam, diariamente, com fluxo de caixa apertado e sazonalidade de vendas.
Hoje, enquanto muitos olhares apontam para soluções voltadas ao consumidor final, a Inventa segue ampliando sua atuação no varejo e na cadeia de suprimentos, apostando que a verdadeira vantagem competitiva está em integrar indústria, tecnologia, logística e serviços financeiros em um único ecossistema.
Nesse modelo, a startup não apenas vende licenças ou tecnologia: ela constrói uma relação de parceria com quem empreende, oferecendo ferramentas e apoio que ajudam seus clientes a crescer com previsibilidade — um desafio que, no Brasil, ainda carece de soluções estruturadas e acessíveis.
Sobre a Inventa
A Inventa é uma solução Full Service que conecta indústrias e fornecedores diretamente aos varejistas. Combinando tecnologia própria, operação integrada e inteligência de dados, a empresa elimina intermediários e oferece uma solução ponta a ponta: da criação da loja online à logística, crédito e gestão de canais. A Inventa torna o comércio entre empresas mais eficiente, inteligente e centrado no cliente.
Mais informações: www.inventa.com.br