Entre campeões mundiais e 88 duplas, Luca Bruggioni encara novo desafio no Snipe aos 18 anos
João Saraiva Mendes

Mahón, em Menorca, será o cenário de uma das principais disputas da classe Snipe nesta temporada. A partir desta terça-feira (22), 88 duplas de 21 países entram na raia para o Campeonato Mundial de Snipe 2026, e entre elas estará o brasileiro Luca Bruggioni, de apenas 18 anos.

Atleta da Vela Jovem do Phytoervas 4Z, Luca terá ao lado o espanhol Víctor Pérez Campos. A dupla representará a Espanha no campeonato, que chega à sua 52ª edição e será realizado pela primeira vez em Mahón. Ao todo, nove regatas estão previstas até sábado (26).

O cenário será especialmente desafiador pela presença de quatro campeões mundiais absolutos. Augie Díaz, dos Estados Unidos, soma os títulos de 2003 e 2005; Julio Alsogaray, da Argentina, chega como atual campeão; Alfredo González, da Espanha, venceu em 2022; e o brasileiro Alexandre Paradeda foi campeão em 2001. Juntos, os quatro reúnem seis títulos mundiais.

A trajetória de Luca até a competição também é marcada por resultados importantes. Em abril, ele e o irmão André Bruggioni terminaram em terceiro na primeira etapa classificatória espanhola para o Mundial Juvenil, em Almería. Na sequência, venceram a etapa disputada em Madri, resultado que garantiu a classificação para a competição internacional.

Ainda em sua campanha na temporada, Luca foi sétimo no Campeonato Juvenil da Espanha e terminou entre os 20 primeiros no Mundial Juvenil de Snipe, realizado em julho, em Melilla.

A sintonia com Víctor Pérez também foi construída com resultados. Em 2026, os dois ficaram com o vice-campeonato do Trofeo Pro-Rigging, em Palma de Mallorca, e venceram o Campeonato de Baleares da classe Snipe. Dois anos antes, em 2023, já haviam conquistado juntos o Campeonato Espanhol Absoluto, superando 75 barcos.

O jovem velejador sabe que encontrará uma semana exigente, mas vê a disputa como parte de sua trajetória de desenvolvimento na classe.

“É um Mundial muito especial para mim, principalmente pelo nível da flotilha. Tem campeões mundiais, europeus e velejadores que são referência na classe. Eu e o Víctor já velejamos juntos há bastante tempo, já conquistamos resultados importantes e este ano tivemos uma preparação muito boa. Sei que será uma semana muito difícil, mas queremos velejar de igual para igual, cometer o mínimo de erros possível e aproveitar cada regata. Para mim, estar aqui também representa mais uma etapa desse processo de evolução que venho construindo dentro do Snipe”, afirma Luca Bruggioni.

Do outro lado da parceria está um dos nomes experientes da vela espanhola. Víctor Pérez foi campeão espanhol de Snipe em 2022 e novamente em 2023, quando teve Luca como companheiro. O velejador também conquistou o terceiro lugar no Campeonato Europeu Aberto de 2021 e terminou como vice-campeão do Europeu de Duplas Mistas em 2024.

A delegação espanhola será a maior entre os países participantes, com 17 equipes. Brasil e Japão terão nove duplas cada, enquanto os Estados Unidos contarão com oito.

Vela Jovem

A presença de Luca no Mundial de Mahón amplia a atuação internacional da Vela Jovem do Phytoervas 4Z. A iniciativa integra a estrutura do projeto e tem como proposta abrir espaço para que novos talentos acumulem experiência em competições de alto nível, tanto no Brasil quanto no exterior.

Antes de chegar à Espanha para o Mundial, Luca já havia defendido o projeto no Mundial Juvenil de Snipe, em Melilla, formando dupla com André. A Vela Jovem também esteve representada por Douglas Said, que conquistou a sexta colocação ao lado de Antônio Cordeiro.

O maior projeto da vela brasileira

O Phytoervas reúne oito barcos distribuídos entre as classes Star, Snipe e ORC e é apresentado como o projeto mais longo e consistente da vela brasileira. Seus velejadores mantêm participação em competições olímpicas, sul-americanas e de oceano.

Em 2025, a equipe foi vice-campeã geral da Semana Internacional de Vela de Ilhabela e alcançou o tricampeonato no Soto40. No mesmo período, venceu a tradicional Regata Santos-Rio e o Circuito Rio. O projeto também contabiliza títulos individuais em campeonatos sul-americanos e nacionais das classes Star e Snipe.

Sobre a Phytoervas

Criada em 1986, a Phytoervas surgiu com o propósito de oferecer beleza natural para os cabelos. Sua identidade está ligada à Cosmética Integral, baseada na utilização de ativos da natureza em sua forma mais pura, com extração responsável e respeito ao meio ambiente.

A marca foi pioneira no desenvolvimento do shampoo sem sal e continuou investindo em inovação. Tornou-se totalmente vegana e cruelty-free, além de manter produtos sem parabenos, sulfatos e corantes. O portfólio, que inicialmente estava ligado ao haircare, atualmente também contempla itens para cuidados com o corpo e com a casa. Os produtos estão disponíveis no e-commerce www.phytoervas.com.br.

Sobre a Galapagos Capital

A Galapagos Capital atua globalmente com investimentos e soluções financeiras voltadas para pessoas, famílias e negócios. A companhia foi fundada em 2019 por executivos seniores com vasta experiência de mercado.

Seu grupo econômico reúne mais de 400 profissionais em onze escritórios no Brasil, além de unidades em Miami, Genebra e Abu Dhabi. A empresa possui mais de 50 mil investidores e cerca de 40 bilhões de reais sob gestão.

Sobre a Raff Infra

Com atuação no setor brasileiro de infraestrutura, a RAFF Infra é especializada em energia limpa e soluções sustentáveis. Seus investimentos estratégicos são direcionados ao desenvolvimento e à operação de ativos que contribuem para diversificar a matriz energética e impulsionar o crescimento socioeconômico do país.

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