Espetáculo irreverente ocupa Escadaria Selarón com humor, poesia e crítica social

Espetáculo irreverente ocupa Escadaria Selarón com humor, poesia e crítica social

Redação ImprensaBR
3 min de leitura 4.1k
Trecho do “Só Percebo Que Estou Correndo Quando Vejo Que Estou Caindo” - Crédito: Clarissa Ribeiro

Entre a poesia do cotidiano e o caos urbano, uma calcinha voadora conduz o público por uma viagem tragicômica pelas ruas do Rio de Janeiro. Esse é o ponto de partida do espetáculo “Só Percebo Que Estou Correndo Quando Vejo Que Estou Caindo”, que estreia nos dias 24, 25 e 31 de maio, e 1º de junho, na Sede Cia dos Atores, localizada na famosa Escadaria Selarón, em Santa Teresa. Dirigida por João Santucci, a montagem une teatro de rua, palhaçaria e brasilidade, em uma encenação que dialoga diretamente com o espaço público e convida o público a rir e refletir sobre os desafios da vida moderna.

Com dramaturgia de Lane Lopes, a peça parte de uma narrativa inusitada: Mônica, vivida por Patrícia Bello, sai em busca de sua peça íntima que se soltou do varal e saiu voando. Ao longo dessa busca, a protagonista se depara com os dilemas de sua geração – desde a instabilidade no trabalho até as incertezas afetivas e existenciais. Acompanhada por figuras urbanas e fantásticas, interpretadas por Paula Malheiros e Victor Lampert, a personagem atravessa um Rio de Janeiro onírico, onde passado, presente e futuro se misturam em uma fábula de resistência e imaginação.

“A encenação propõe um contato direto com o público, como quem convida para uma conversa na beira da praia. A rua é o nosso palco, o corpo é o nosso excesso, e a cidade é parte essencial dessa história”, explica o diretor João Santucci.

Teatro como encontro

O espetáculo nasceu a partir do livro homônimo de Lane Lopes, lançado em 2019 pela Editora Cobogó. A obra foi desenvolvida no Núcleo de Dramaturgia SESI Firjan, sob orientação de Diogo Liberano, e inspirou a criação da montagem a partir de 2020. Durante o período de isolamento social, os artistas formaram um núcleo colaborativo e, com o fim da quarentena, decidiram levar a arte para a rua, retomando a potência do encontro e da ocupação dos espaços públicos com cultura.

Com influências do teatro elisabetano, do tropicalismo e das manifestações populares brasileiras, a montagem convida o público a fazer parte da cena, como quem participa de um cortejo, uma roda de samba ou uma celebração à beira-mar. “É um convite para sair do apartamento, ver o pôr do sol, rir, pensar e tomar um mate com biscoito Globo enquanto o teatro acontece”, resume Patrícia Bello.

SERVIÇO
Espetáculo: Só Percebo Que Estou Correndo Quando Vejo Que Estou Caindo
Datas: 24, 25 e 31 de maio, 1º de junho (sábados e domingos)
Horários: sábados às 17h | domingos às 16h
Local: Sede Cia dos Atores – Rua Manuel Carneiro, 12, Escadaria Selarón, Santa Teresa, RJ
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) na Sympla | R$ 20 (lista amiga via @sopercebo)
Classificação indicativa: 14 anos
Capacidade: 67 lugares

Ficha técnica
Direção e cenário: João Santucci
Dramaturgia: Lane Lopes
Elenco: Patrícia Bello, Paula Malheiros e Victor Lampert
Figurino: Criação coletiva
Iluminação: Rodrigo Belay
Design: Julia Feital e Thaysa Paulo
Direção de produção: Thiago Menezes

Acompanhe nas redes sociais:
@sopercebo | @santuccjoao | @patriciabello | @paulamalheiroscb | @vlampert

O que você achou?

Amei 69
Kkkk 6
Triste 11
Raiva 6
↓ LEIA A PRÓXIMA MATÉRIA ABAIXO ↓

Espere! Não perca isso...

Antes de ir, veja o que acabou de acontecer na Bahia:

Não, obrigado. Prefiro ficar desinformado.