Vento, corrente e entrosamento serão alguns dos elementos colocados à prova pelo Barco Brasil neste fim de semana. Nos dias 3 e 4 de outubro, a equipe disputa a 9ª etapa do Ranking Baiano de HPE25 no Aratu Iate Clube (AIC), em Simões Filho, na Bahia, já mirando o que virá em novembro.
Entre os integrantes da tripulação estão Rafael Martins e Juliana Duque, que chegam ao AIC após uma conquista internacional. Em setembro, os dois venceram os Jogos Sul-Americanos na classe Snipe Misto. A dupla ainda soma duas medalhas de bronze em Jogos Pan-Americanos.
A equipe é comandada por José Guilherme Caldas, campeão da Globe40 na categoria Sharp, ao lado de Léo Taboada e Mateus Tavares. A presença dos velejadores faz da etapa baiana também uma oportunidade para colocar em prática ajustes importantes antes do Campeonato Brasileiro de HPE25.
O principal compromisso nacional da classe será realizado entre 25 e 29 de novembro, justamente no Aratu Iate Clube. A 21ª edição do Brasileiro terá cinco dias de programação e será organizada pelo AIC e pela Classe HPE25.
A preparação do Barco Brasil começou a ganhar ritmo em julho, durante a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela. Na competição, a equipe fechou sua participação em quinto lugar, em uma flotilha de sete barcos, após 12 regatas. Na Regata Renato Frankenthal, que abriu a Semana de Vela, o time ficou com a segunda colocação.
O resultado fazia parte de uma etapa de retomada. Naquele período, Caldas havia destacado a necessidade de acumular horas de água e reconstruir o entrosamento da equipe.
Agora, o desafio volta a ser disputado em um local conhecido pelo grupo. Em 2024, José Guilherme Caldas, Juliana Duque, Rafael Martins e Léo Taboada conduziram o Barco Brasil às conquistas da Taça Aleixo Belov e da 5ª etapa do Ranking Baiano de HPE25. Foram oito regatas, cinco delas com vitórias parciais aproveitadas na pontuação final. Na classificação geral daquela temporada, o time terminou em terceiro lugar no Ranking Baiano.
Para Caldas, cada regata no Aratu terá valor na construção da equipe que chegará ao Brasileiro.
“Voltar a competir no Aratu é muito importante porque estamos entrando na fase mais específica da preparação para o Brasileiro. Conhecemos bem essa raia, mas cada dia aqui traz situações diferentes de vento e corrente. Temos uma tripulação muito forte e experiente, e agora queremos aproveitar cada regata para ajustar o barco, melhorar a comunicação e chegar em novembro com o máximo de entrosamento possível. O resultado é importante, claro, mas neste momento o principal é evoluir como equipe”, afirma José Guilherme Caldas.
Barco Brasil mira novos desafios após a Globe40
A atuação do Barco Brasil vai além das disputas da HPE25. O projeto surgiu com a missão de fortalecer a cultura náutica brasileira e contribuir para ampliar a visibilidade da campanha de prevenção e tratamento do AVC, segunda maior causa de incapacitação física no mundo.
José Guilherme Caldas e Luiz Bolina formam o Barco Brasil. Caldas é Professor Livre-Docente do Departamento de Radiologia da Univesrsidade de São Paulo (USP), Chefe do Serviço de Neurorradiologia Intervencionista do Hospital das Clínicas da USP e Coordenador Médico do Hospital Sirio Libanês. Bolina é Professor de Wingfoil e Vela Oceânica e Day Charter.
Além do Class40 151, que esteve na Globe40, a equipe mantém outros três barcos: Mussulo 50, Tutatis e HPE25.
O projeto também já trabalha com o próximo ciclo da vela de oceano. A meta é capacitar velejadores e velejadoras brasileiros em barcos Class40 para a terceira edição da Globe40, em 2028/2029. Até a próxima volta ao mundo, o objetivo é proporcionar aos tripulantes brasileiros mais experiência em diferentes embarcações e competições.