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Nem sempre a halitose está relacionada à higiene bucal; a persistência do odor também pode ser causada por doenças sistêmicas e hábitos.

O mau hálito, também chamado de halitose, é um problema que pode ser causado por diversos fatores. Na maior parte dos casos, a origem é local e está, realmente, na boca, mas também existe a possibilidade de o odor estar relacionado a outras doenças, indicando uma condição clínica subjacente.

Assim como é multifatorial, a halitose também pode ser temporária ou persistente. No primeiro caso, é mais provável que seja consequência de falhas na higiene oral. Também há, porém, chance de o mau hálito ser causado pela baixa produção de saliva, doenças na gengiva, saburra lingual e outras condições da saúde bucal.

Quando o odor persiste por mais tempo e apesar da limpeza correta da boca, no entanto, a possibilidade de ele ser um indicativo de doenças sistêmicas mais sérias é maior. Nesse caso, é necessária uma investigação aprofundada para identificar a origem da halitose.

O que causa o mau hálito persistente?

O mau hálito recorrente pode, sim, ser originário da própria língua, considerando que, entre as papilas, são acumulados restos de alimentos que fermentam e produzem odor forte. Nesse caso, melhorar a higiene bucal, utilizando raspadores, pode ser uma solução para o problema.

No entanto, caso a halitose persista e não esteja atrelada à higiene, ela pode estar relacionada a fatores como baixo fluxo salivar, problemas respiratórios e até uso de drogas ou cigarro.

Além disso, há doenças sistêmicas — para além dos problemas estomacais frequentemente associados à condição — que podem ser causas do mau hálito.

Doenças sistêmicas associadas à halitose

Segundo a literatura médica e odontológica, o mau hálito pode indicar a existência de doenças como diabetes, infecções pulmonares ou outras doenças crônicas de respiração, problemas gastrointestinais, deficiências renais e até hepáticas.

Em alguns desses casos, há a chance de que a halitose seja acompanhada de perda de peso, fadiga, febre ou alterações na digestão. Sendo assim, especialistas alertam para a importância de não mascarar o problema com enxaguantes bucais e balas, mas, sim, investigar a origem com acompanhamento profissional adequado.

Quando é o momento de procurar um especialista?

Depois de descobrir o mau hálito, é necessário buscar um diagnóstico com profissionais da odontologia para restabelecer o bem-estar e identificar precocemente qualquer alteração no organismo.

Se o problema for causado por uma questão bucal, o especialista será capaz de recomendar as melhores soluções, como a realização de uma limpeza ou o uso frequente de raspadores de língua, por exemplo.

Caso a origem da condição seja sistêmica, o paciente será encaminhado para médicos específicos que poderão tratar a doença e, consequentemente, prevenir a halitose. A avaliação profissional é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

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