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Doenças inflamatórias intestinais avançam no Brasil

Especialistas Afya alertam para os principais sintomas, reforçam a importância do diagnóstico precoce

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de pessoas convivem com Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) no mundo. No Brasil, estima-se que mais de 100 mil pacientes tenham algum tipo de DII, de acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Neste contexto, a campanha Maio Roxo busca conscientizar a população sobre essas condições crônicas que afetam o trato gastrointestinal, ampliando o conhecimento sobre sintomas, diagnóstico precoce e tratamento, além de incentivar a busca por acompanhamento especializado e combater o preconceito em torno da doença.

As DIIs são condições caracterizadas por uma inflamação crônica do trato intestinal, sendo a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa as formas mais conhecidas. Embora apresentem sintomas semelhantes, elas possuem diferenças importantes. Enquanto a Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, da boca ao ânus, comprometendo todas as camadas da parede intestinal, a Retocolite Ulcerativa atinge principalmente o intestino grosso e o reto, causando uma inflamação mais superficial. Entre os sintomas mais frequentes estão diarreia persistente, dores abdominais, sangue nas fezes, perda de peso, fadiga e urgência para evacuar. Em alguns casos, os pacientes também podem apresentar manifestações fora do intestino, como alterações nas articulações, pele e olhos.

Segundo a Dra. Ana Cristina Amaral, médica gastroenterologista e professora da Afya Brasília, as DIIs possuem origem multifatorial. “Existe uma interação entre genética, sistema imunológico, fatores ambientais, medicamentos, infecções, tabagismo e até alterações da microbiota intestinal. O paciente possui uma predisposição genética e, em algum momento da vida, um gatilho pode desencadear esse processo inflamatório crônico”, explica.

Apesar dos avanços da medicina, a origem exata dessas doenças ainda não é totalmente compreendida. De acordo com o Dr. Thalles Valente, médico proctologista e professor da Afya Itajubá, ainda existem importantes lacunas sobre o funcionamento das DIIs. “A doença inflamatória intestinal ainda não é totalmente compreendida pela medicina. Sabemos que ocorre uma ativação importante do sistema imunológico, que passa a atacar as próprias células do intestino, causando inflamação e lesões que podem atingir até toda a parede intestinal”, afirma.

O especialista destaca ainda que o diagnóstico precoce faz diferença no prognóstico do paciente. “Quanto mais cedo conseguimos levar o paciente à remissão da doença, menores são os riscos de complicações, cirurgias e danos permanentes ao intestino”, ressalta Thalles. Segundo ele, o diagnóstico tardio ainda é um dos principais desafios no manejo das DIIs, pois inflamações prolongadas podem deixar cicatrizes e tornar a doença mais grave e difícil de tratar.

A boa notícia é que, atualmente, existem diversas opções terapêuticas capazes de controlar a doença e proporcionar qualidade de vida aos pacientes. “Hoje temos um cenário muito melhor do que há 15 anos. Existem muitos medicamentos disponíveis e novas terapias em desenvolvimento, com excelentes taxas de resposta, inclusive para pacientes que já falharam em tratamentos anteriores”, destaca Dra. Ana Cristina.


Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.

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