Neonatologista brasileira se destaca ao ensinar técnica que pode salvar vidas de bebês sem uso de aparelhos

Neonatologista brasileira se destaca ao ensinar técnica que pode salvar vidas de bebês sem uso de aparelhos

Redação ImprensaBR
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Divulgação

A intubação digital em recém-nascidos vem ganhando destaque como uma alternativa segura e eficaz em situações de emergência. A técnica, ainda pouco difundida no Brasil e no mundo, é defendida e ensinada pela Dra. Carla Montenegro Dias, neonatologista, mestre e preceptora do Hospital das Clínicas de Pernambuco, onde atua há mais de dez anos na formação de estudantes de Medicina e médicos residentes em Pediatria e Neonatologia.

 

Diferente do método tradicional, que utiliza o laringoscópio para visualizar as vias aéreas, a intubação digital é realizada com o auxílio do dedo indicador do profissional, que guia a introdução do tubo endotraqueal até a traqueia do bebê. O procedimento é feito sem necessidade de visualização direta e utiliza o tato para localizar estruturas como a epiglote e a laringe.

 

Segundo a Dra. Carla, a técnica se mostra especialmente útil quando há falha da laringoscopia convencional ou quando a anatomia do recém-nascido dificulta a visualização das vias aéreas. “A intubação digital é uma ferramenta valiosa em situações extremas, quando cada segundo conta para garantir a respiração do bebê”, afirma.

 

Entre as principais vantagens do método estão a rapidez e a redução de traumas. Como não há a introdução de instrumentos metálicos na boca do recém-nascido, o risco de lesões é menor. Além disso, o profissional consegue confirmar imediatamente se o tubo foi colocado corretamente na traqueia, sem a necessidade de equipamentos adicionais, como o capnógrafo. “O próprio tato permite identificar se o tubo está no local certo, o que torna o procedimento mais ágil e seguro em ambientes com poucos recursos”, explica a especialista.

 

Outro ponto de destaque é a possibilidade de aplicação da técnica em hospitais de pequeno porte ou em regiões com estrutura limitada. “Em muitos locais, não há laringoscópios disponíveis, e a intubação digital pode ser a única alternativa para salvar a vida do recém-nascido”, ressalta a médica.

 

Apesar das vantagens, a Dra. Carla reforça que o método exige treinamento especializado. Por ser realizado sem visualização direta, é fundamental que o profissional tenha domínio anatômico e prática supervisionada. “Não é uma técnica para improviso, ela precisa ser ensinada de forma responsável e dentro de programas de capacitação”, destaca.

 

A neonatologista também faz questão de diferenciar a intubação digital para reanimação de métodos menos invasivos, como o CPAP. Enquanto o CPAP auxilia na respiração espontânea, a intubação é indicada em casos graves de insuficiência respiratória. “Estamos falando de um procedimento crítico, voltado para bebês que não conseguem respirar adequadamente sozinhos”, pontua.

 

Com sua atuação no ensino médico, Dra. Carla Montenegro Dias vem contribuindo para ampliar o conhecimento sobre essa técnica e preparar novos profissionais médicos para situações de emergência neonatal. “Ensinar a intubação digital é ampliar as chances de sobrevivência em contextos onde os recursos são limitados”, afirma.

 

Ao difundir esse conhecimento, a médica reforça a importância da inovação aliada à prática clínica. “Nosso compromisso é com a vida do recém-nascido, e toda técnica que pode garantir isso precisa ser estudada, treinada e compartilhada”, conclui.

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