O
multibanking já é uma realidade no ambiente corporativo. Empresas operam com
múltiplos bancos, plataformas e sistemas financeiros simultaneamente. Para a
Nexxera, no entanto, o debate mais relevante deixou de ser a existência desse
modelo e passou a ser como ele está sendo estruturado.
Segundo
Edson Silva, fundador e presidente da companhia, o mercado seguiu um caminho
arriscado ao incentivar empresas, muitas pequenas fintechs e empresas de nicho
sem vocação para atuarem como bancos, a criarem suas próprias estruturas
financeiras.
“O
BaaS não é o problema. O problema é achar que tudo pode virar banco”, afirma.
Esse
movimento ganhou força com o avanço do estímulo do Bacen para ampliar as
plataformas de Bank as a Service (BaaS) como forma de ampliar as ofertas e a
competitividade, abrindo-se espaço para fintechs e companhias de diversos
setores estruturarem ofertas financeiras próprias sem a devida competência e,
com as falhas na regulação, não foi possível evitar o descontrole,
inclusive originando uso fraudulento das plataformas. Na avaliação do
executivo, essa lógica começa a mostrar limitações e fraquezas importantes,
especialmente em segurança, governança e sustentabilidade.
MBaaS:
integração sem assumir o risco de ser banco
Como
resposta, a Nexxera defende o conceito de Multibanking as a Service
(MBaaS), que já aplica há mais de 3 décadas.
O
modelo permite prover todos os serviços bancários ou financeiros integrados
às contas e fluxos financeiros dos bancos, mantendo as transações e
respectivas permissões dentro da infraestrutura dos bancos onde elas já
existem, sem a criação de estruturas intermediárias que concentram risco.
“O
MBaaS segue uma lógica mais segura: integrar e ser um multiplicador de
oportunidades para os bancos sem assumir o risco de ser banco. As operações
continuam protegidas pelas camadas de segurança e compliance das instituições
financeiras”,
explica o executivo.
Na
prática, empresas passam a operar em um ambiente multibanco e multi conta com
visão unificada, mas sem deslocar a responsabilidade crítica para fora dos
bancos e mais, permite que ecossistemas compostos por dezenas ou milhares de
empresas possam rodar o mesmo motor de serviço, permitindo que cada empresa
opere com seu banco.
O
risco do “banco de nicho”
Para
o presidente da Nexxera, a popularização do BaaS estimulou uma corrida para a
criação de “bancos de nicho”, muitas vezes impulsionada por um ambiente
regulatório mais permissivo.
“Criou-se
a ideia de que qualquer empresa pode virar banco. Esse movimento agora começa a
ser revisado pelo mercado e pelos reguladores. Ser banco exige um nível de
governança, segurança e resiliência que não se constrói rapidamente. Muitas
dessas iniciativas nascem com fragilidades, exigindo um time e iniciativas de
compliance que, pelo custo, acabam não existindo e que se tornam críticas
com o tempo. Nesse contexto, a multiplicação de estruturas intermediárias
amplia a superfície de risco”, ressalta Silva.
ERP
Banking e a repetição do problema
Outro
movimento observado é o avanço de empresas de software de gestão tentando
incorporar funcionalidades bancárias — o chamado “ERP Banking”. Na visão do
executivo da Nexxera, essa tendência repete a lógica do BaaS.
“Sistemas
de gestão são essenciais, mas assumir funções bancárias é outro nível de
exigência. Já houve iniciativas que não se sustentaram por esse desalinhamento.
O caminho mais consistente é integrar esses sistemas a uma infraestrutura de
serviços financeiros robusta — e não transformá-los em bancos”,
reflete.
Segurança
como eixo central
A
Nexxera defende que o debate sobre Multibanking as a Service precisa evoluir da
eficiência para a segurança. Ao manter as transações dentro dos bancos, o MBaaS
reduz a exposição de credenciais e a dependência de plataformas intermediárias
ou de borda, diminuindo riscos de fraude, vazamento de dados e fragilidade
operacional.
Com
mais de três décadas de atuação como plataforma multibanco, a Nexxera reforça
que não busca substituir instituições financeiras, mas viabilizar uma nova
camada de integração entre elas. “Precisamos aprender a trabalhar com os
bancos, ao invés de competir com eles apenas”, afirma o executivo.
A
empresa permite que empresas e fintechs construam seus próprios ambientes
dentro da lógica do MBaaS, mantendo as operações ancoradas nos bancos e sem
assumir riscos desnecessários.
“Não
é mais sobre conciliar melhor. É sobre operar com segurança em um ambiente mais
complexo e exposto. O mercado não precisa de mais bancos. Precisa de mais
inteligência adicionada aos nichos e mercados para conectar o que já existe com
segurança, onde podem obter mais lucros do que se expor em ter contas quando o
resultado está no serviço”, conclui o presidente da Nexxera.
Sobre
a Nexxera
A
Nexxera, com sede em Florianópolis (SC) e principal unidade de negócio em São
Paulo, é o maior ecossistema de serviços financeiros, supply chain e crédito do
Brasil. Fundada em 1992 junto ao seu sócio Edenir Siolva e presidida por Edson
Silva, a companhia oferece um ecossistema completo com soluções de cash,
crédito e supply chain para empresas de todos os portes.
Com
foco em resultado, eficiência e escalabilidade, ancorada em tecnologia de
ponta, a Nexxera integra corporações de todos os portes e segmentos com sua
cadeia produtiva, instituições financeiras e parceiros estratégicos,
movimentando trilhões em transações anuais. Entre seus clientes estão
Carrefour, Sony Music, Merck, Brasil Brokers, Gafisa, Cyrela, Crefisa, Rinnai
Brasil, Direcional, Mozak, Tenda e Nu Pagamentos.
Presente
nas principais cadeias de negócios do país, a Nexxera segue liderando
movimentos de inovação que fortalecem a economia e ampliam a transparência nas
relações empresariais.
Mais
informações: www.nexxera.com