Em 2025, o debate sobre armas de fogo voltou ao centro das atenções no Cone Sul. O Paraguai, que possui um mercado formal regulado pelo Estado e um varejo especializado em Asunción e fronteira, frequentemente desperta curiosidade quando o assunto são pistolas calibre .380 ACP. Este artigo traz um panorama atualizado: como a legislação paraguaia enxerga o calibre .380, quais fatores explicam a procura, quais modelos aparecem com alta presença no varejo local e quais cuidados legais e de segurança são indispensáveis ao tratar do tema. Onde possível, utilizamos fontes públicas, documentos oficiais e catálogos de fabricantes; quando inexistem rankings oficiais de “mais vendidas”, indicamos tendências de disponibilidade observáveis no comércio paraguaio e em linhas de produto consolidadas no calibre .380 ACP.
Aviso importante: este conteúdo é de caráter informativo. Não incentiva aquisição de armas nem descreve processos de compra, transporte, internamento, registro ou porte. O manuseio de armas exige formação, cumprimento estrito da lei local e das regras do país de residência.
- Como a lei paraguaia enquadra pistolas .380 em 2025
- Por que a .380 ACP tem procura consistente
- Metodologia deste artigo
- Modelos de Pistolas Calibre .380 com alta presença no mercado paraguaio
- Beretta — Linha Cheetah (.380 ACP)
- Bersa — Linha Thunder 380
- Girsan — MC14 (.380 ACP)
- Glock — G25 e G28 (.380 ACP)
- Taurus — PT 58 HC, 838 C e derivados (.380 ACP)
- Tendências que influenciam a demanda por .380 no Paraguai
- Critérios que consumidores legais costumam considerar (no Paraguai)
- Limitações e por que não há “ranking oficial” público
- Segurança, responsabilidade e cumprimento legal
- Perguntas frequentes (FAQs)
- Conclusão
Como a lei paraguaia enquadra pistolas .380 em 2025
O Paraguai atualizou seu marco legal com a Lei nº 7411/2024, regulamentando classes, requisitos e controles para armas e insumos correlatos. O texto legal e normas derivadas da Dirección de Material Bélico (DIMABEL) reforçam classificações, requisitos de fabricação, importação, comercialização, tenência e uso, além de manuais de manuseio seguro. Embora a lei trate de várias classes de armas, a referência ao calibre .380 ACP aparece no enquadramento de pistolas semiautomáticas e na distinção de classes por potência/calibre, o que ajuda a entender como o Estado classifica e controla o segmento. Em 2025, a DIMABEL também publicou resoluções e material técnico sobre segurança no manuseio.
O que isso significa na prática?
- O comércio formal no Paraguai é autorizado e fiscalizado;
- O comprador local deve cumprir as exigências administrativas e legais;
- Não existem dados públicos consolidados e oficiais que ranqueiem “as mais vendidas por modelo” de pistolas .380 ACP no país; quando muito, é possível identificar linhas e marcas recorrentes no varejo e em catálogos de fabricantes.
Por que a .380 ACP tem procura consistente
A munição .380 ACP (também chamada 9 mm Short/9×17) é historicamente associada a armas compactas, baixo recuo e uso civil em diferentes países, com destaque para porte velado (nos países onde é permitido). Em relatórios regionais e análises de mercado de armas leves, a .380 aparece entre os calibres frequentes em vendas civis históricas, ao lado de .38 Spl (revolver) e espingardas calibre 12 — um pano de fundo útil para contextualizar a demanda estável por este calibre no varejo formal.
Metodologia deste artigo
- Não há ranking oficial público publicado pelo governo paraguaio listando “pistolas .380 mais vendidas por modelo” em 2025.
- Para construir um retrato fiel, utilizamos:
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- Catálogos oficiais de fabricantes com linhas .380 ativas;
- Varejistas e distribuidores paraguaios que exibem páginas de produto em .380;
- Documentos legais e materiais da DIMABEL sobre enquadramento e segurança.
- Com base nisso, apresentamos modelos/linhas de alta presença (não um ranking absoluto), destacando características técnicas resumidas, posicionamento e por que costumam ser procurados
Modelos de Pistolas Calibre .380 com alta presença no mercado paraguaio
Nota: a lista abaixo reflete disponibilidade observável em catálogos e varejistas, além de referências de fabricantes. A ordem é alfabética por marca, sem implicar “1º, 2º, 3º lugar” em vendas.
Beretta — Linha Cheetah (.380 ACP)
- Cheetah 84/84FS/85: Clássicos de dupla coluna (84) e simples coluna (85), reconhecidos por ergonomia, acabamento e tradição da Beretta em plataformas compactas. A presença desses modelos em listas de .380 de varejistas que atendem o Paraguai indica oferta ativa. Por serem compactos, reúnem público que busca controle de recuo e construção metálica.
Por que aparecem com frequência: legado da marca, qualidade de construção e histórico de confiabilidade da família Cheetah em .380 para uso civil e esportivo.
Bersa — Linha Thunder 380
- Thunder 380 / 380 Plus / 380X / Combat: A família Thunder 380 da Bersa (fabricante argentina com ampla distribuição na região) é uma referência histórica no calibre. O próprio fabricante posiciona o Thunder 380 como “ícone no seu segmento”, com versões de maior capacidade (Plus) e variações de ergonomia. A proximidade geográfica e logística entre Argentina e Paraguai ajuda a explicar a presença recorrente da linha nos balcões paraguaios.
Por que aparecem com frequência: preço competitivo, variedade de versões e reputação construída ao longo de décadas no calibre .380.
Girsan — MC14 (.380 ACP)
- Girsan MC14 C.380 (13+1): A fabricante turca Girsan expandiu sua presença global e a MC14 é uma das ofertas em .380 vistas no varejo paraguaio. Plataformas turcas ganharam espaço por boa relação custo-benefício e avanços de usinagem. Registros de varejo nacional mostram listagem deste modelo para venda exclusiva no Paraguai, sinalizando oferta local.
Por que aparece com frequência: relação valor/entrega, disponibilidade em lojas locais e conjunto de recursos práticos para armas compactas.
Glock — G25 e G28 (.380 ACP)
- Glock 25: Dimensões próximas à G19, sistema Safe Action, carregadores de 15 tiros e ampla rede de assistência. Em mercados onde a .380 tem boa aceitação civil, a G25 figura entre as escolhas de quem quer plataforma Glock com recuo mais dócil. A página oficial da Glock apresenta as especificações da G25; já varejistas que atuam com o Paraguai costumam listar a G25 e a G28 (.380 subcompacta), evidenciando disponibilidade no comércio.
- Glock 28: Versão subcompacta em .380, foco em porte velado (onde permitido). Menor, mais leve e com magazine de menor capacidade em relação à G25.
Por que aparecem com frequência: confiança de marca, padronização de peças e ecosistema Glock, com reputação de confiabilidade e manutenção simplificada.
Taurus — PT 58 HC, 838 C e derivados (.380 ACP)
- Taurus PT 58 HC Plus / 838 C: A Taurus, com raízes brasileiras e operação global, historicamente oferece linhas variadas em .380 ACP. Varejistas que atendem o mercado paraguaio listam PT 58 HC Plus, 838 C e outras variantes, reforçando presença recorrente desse portfólio no canal.
Por que aparecem com frequência: ampla rede de peças, histórico de distribuição regional e catálogos com opções de alta capacidade no calibre.
Tendências que influenciam a demanda por .380 no Paraguai
- Disponibilidade e cadeia de suprimentos
Próximos de polos fabris e distribuidores regionais (Argentina para Bersa, Brasil para Taurus, Europa/Turquia para outras), varejistas paraguaios mantêm mix de marcas estáveis, com oscilações pontuais de estoque por lotes e importação. - Preferência por plataformas compactas
A .380 ACP é associada a pistolas compactas/subcompactas, o que atrai perfis que priorizam ergonomia e controle de recuo, dentro dos limites legais de cada país. - Mudanças regulatórias na região
Alterações de marcos legais no Brasil e no Paraguai repercutem na oferta, no apetite do consumidor e na comunicação do setor. Documentos oficiais e materiais da DIMABEL em 2025 indicam atualização de manuais e resoluções, reforçando regras de segurança e compliance. - Percepção de risco e segurança pública
Em relatórios acadêmicos e análises setoriais, o interesse por calibres civis como .380 ACP tende a oscilar com percepções de segurança, custos de munição e acesso a clubes de tiro.
Critérios que consumidores legais costumam considerar (no Paraguai)
Atenção: estes são critérios genéricos de avaliação técnica; não são recomendações de compra.
- Confiabilidade e histórico do modelo: linhas como Bersa Thunder 380 e Glock 25/28 ganharam reputação em décadas de uso civil em diferentes países.
- Ergonomia e tamanho: subcompactas como Glock 28 ou compactas metálicas como Cheetah 84 atendem preferências distintas de empunhadura e recuo.
- Capacidade de carregador: variações “Plus” e high-capacity (ex.: PT 58 HC Plus, Thunder 380 Plus) tendem a aparecer no canal regional.
- Disponibilidade de assistência e peças: marcas com presença regional consolidada facilitam manutenção e reposição.
- Qualidade de acabamento e gatilho: preferências pessoais variam entre plataformas striker (Glock) e ação simples/dupla tradicionais (Bersa, Beretta).
Limitações e por que não há “ranking oficial” público
Diferente de segmentos como eletrônicos ou automóveis, não é comum que governos ou entidades oficiais publiquem rankings anuais por modelo no varejo de armas civis. As razões incluem sigilo comercial, sensibilidade de dados, compliance e riscos de segurança. Assim, qualquer lista pública de “mais vendidas” costuma se basear em sinais indiretos (catálogos, presença recorrente no varejo, comunicação dos fabricantes), e não em um painel estatístico estatal. Documentos legais paraguaios publicados em 2025 priorizam padronização, segurança e controle, e não listas de best-sellers.
Segurança, responsabilidade e cumprimento legal
- Treinamento e manuseio seguro: a DIMABEL aprovou material de referência sobre manuseio seguro em 2025, reforçando boas práticas e obrigações.
- Respeito às fronteiras e às leis nacionais: transportar, introduzir ou comprar arma fora dos canais legais configura crime e gera sanções severas no país de origem e no de destino.
- Documentação e registros: qualquer posse, porte, transporte e utilização devem obedecer à legislação local, regras de clubes e normas de segurança reconhecidas.
- Armazenamento: cofres, travas e procedimentos de segurança reduzem riscos em domicílio e trânsito.
Perguntas frequentes (FAQs)
1) Existe um top 10 oficial das pistolas .380 mais vendidas no Paraguai em 2025?
Não. Não há ranking oficial público por modelo. O que se observa é a forte presença de linhas como Bersa Thunder 380, Glock 25/28, Beretta Cheetah e Taurus PT 58/838, além de ofertas como Girsan MC14 em páginas de varejistas paraguaios.
2) O que define a popularidade de uma .380 no mercado paraguaio?
Disponibilidade no canal formal, preço relativo, histórico de confiabilidade e rede de suporte. Também influenciam mudanças regulatórias e tendências regionais de prática esportiva e percepção de segurança.
3) Por que tantas marcas diferentes oferecem .380?
A .380 ACP tem nicho civil global consolidado para plataformas compactas de baixo recuo. Fabricantes tradicionais mantêm linhas estáveis e as atualizam com variações de ergonomia, capacidade e acabamento.
4) É possível comparar tecnicamente G25, Thunder 380 e Cheetah?
Sim, mas a escolha envolve ergonomia pessoal, peso, gatilho, capacidade e suporte. Ex.: G25 usa sistema striker/Safe Action; Thunder 380 e Cheetah adotam arquiteturas mais clássicas com ação simples/dupla, oferecendo sensações de disparo distintas.
5) O artigo ensina a comprar armas no Paraguai?
Não. Este texto é informativo e reforça cumprimento legal e segurança. Não descrevemos processos de aquisição, transporte ou registro.
Conclusão
Falar sobre pistolas .380 mais vendidas no Paraguai em 2025 exige separar expectativa de realidade: não há ranking oficial público que liste “as campeãs de vendas por modelo”. O que existe é um conjunto de sinais consistentes — catálogos de fabricantes e oferta recorrente no varejo paraguaio — que apontam linhas de alta presença como Bersa Thunder 380, Glock 25/28, Beretta Cheetah e Taurus PT 58/838, além de opções como Girsan MC14. Junto disso, a atualização legal paraguaia e os materiais de manuseio seguro publicados em 2025 indicam reforço regulatório e foco em segurança e conformidade. Para qualquer interessado no tema, o caminho responsável passa por formação, prática segura e respeito integral às leis, evitando mitos, atalhos ou generalizações