Rogério Tarifa dirige Ópera Urbe 2 – Política Cínica, que estreia no dia 19 de novembro na Praça Roosevelt

Com dramaturgia e música original de Carlos Zimbher, espetáculo inédito discute questões sociais contemporâneas como o racismo, a violência policial e as relações políticas e sociais

As vidas de quatro amigos que fazem escolhas bem diferentes são o plano de fundo para Ópera Urbe 2 – Política Cínica, com dramaturgia e música original de Carlos Zimbher e direção de Rogério Tarifa. O espetáculo estreia dia 19 de novembro na Praça Roosevelt. Confira o serviço completo abaixo.
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O elenco traz os atores André Cézar Mendes, Eduardo Mossri, Darília Ferreira, Karen Menatti e Tricka Carvalho e Patricia Gifford, que estão em cena ao lado dos músicos Daniel Doctors, Felipe Chacon, Jackie Cunha, Juma Passa, Matheus Caitano e Zimbher.
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A peça narra a trajetória desses amigos entre a juventude e a vida adulta. Eles deixam a casa dos pais por conta de diferenças ideológicas. As irmãs Mari, que está em processo de se assumir como mulher trans, e Cathe, que sonha em jogar futebol profissionalmente, são oprimidas pelo próprio pai. E Cathe, que ganha muito dinheiro trabalhando como prostituta de luxo, banca a fuga de casa e os estudos das duas. O estudante de sociologia Juan, filho de um militar linha dura, conhece Cathe e Mari em um campo de futebol de várzea. Ele apresenta as duas para Mafo, que é ativista de movimentos sociais e filha de um juiz conservador.

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Ao longo dos anos, Mari vai se tornar a primeira professora transvestigênere numa faculdade de filosofia, e sua irmã Cathe vira juíza. Juan, que um dia sonhou em desmilitarizar a polícia para se contrapor seu pai, acaba não conseguindo seu intento.

Já Mafo torna-se fotógrafa profissional e, em 2013, ao trabalhar na cobertura de uma manifestação, é atingida por uma bala de borracha e acaba ficando cega de um dos olhos. Por ironia do destino, quem a acertou foi seu amigo Juan e a juíza responsável por julgar a agressão é Cathe.

O público acompanha a evolução dessa amizade e a transformação de cada personagem ao longo do tempo, passando por acontecimentos históricos brasileiros como a Ditadura Militar, o movimento Diretas Já e a convulsão social polifônica de 2013, chegando até os dias atuais. Quem conduz a plateia e os personagens por essa jornada temporal é a figura de um personagem místico chamado Sátiro Cilena, que atua como um corifeu/narrador. Ele interfere nas cenas com um condão mágico.

Os sonhos pessoais e desejos profissionais de cada um são friccionados na trama e aí se dão os conflitos, os encontros amorosos e políticos que os unem e separam. E toda a encenação se divide como tempos de uma partida de futebol, na qual o Prólogo é a Concentração, o Primeiro Ato, o Primeiro Tempo, o Segundo Ato, o Segundo Tempo, o Terceiro Ato, a Prorrogação e o Epílogo, a disputa de Pênaltis.

A saga tem como proposta discutir questões sociais contemporâneas, como o racismo; a violência policial; o estado de direito; corpas e corpos que são alvos; os privilégios políticos e culturais de uns em detrimento aos direitos negados a outros; e as relações políticas e sociais.

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Ficha Técnica
Direção – Rogério Tarifa
Dramaturgia e música original – Carlos Zimbher
Orientação do processo de criação – Patrícia Gifford
Elenco – André Cézar Mendes, Eduardo Mossri, Darília Ferreira, Karen Menatti, Tricka Carvalho e Patrícia Gifford
Músicos – Daniel Doctors, Felipe Chacon, Jackie Cunha, Juma Passa, Matheus Caitano e Zimbher
Direção musical – Carlos Zimbher e Daniel Doctors
Arranjos – Daniel Doctors
Direção de arte – Rogério Tarifa
Direção de movimento – Jorge Garcia
Preparação vocal – Luiz Gayotto
Cenografia – Andreas Guimarães e Rogério Tarifa
Figurino – Juliana Bertolini
Costureiras – Francisca Lima e Celeni Viana
Oficineiras / assistência de figurino – Yas Santos e Isabel Espinoza
Visagista – Tiça Camargo
Assistente de direção – Rodrigo Ramos
Criação audiovisual – Flavio Barollo
Comunicação visual – Fabio Viana
Assessoria de imprensa – Pombo Correio
Coordenação geral do projeto – Zimbher e Vi Silva
Direção de produção – Vi Silva
Assistente de produção – Gabriela Morato
Produção executiva – Gabriel Morato, Vi Silva e Zimbher
Produção administrativa – Gustavo Sanna
Fotografia – Alécio Cezar
Contrarregra – Andreas Guimarães
Coordenação técnica de som – Eduardo Gomes
Técnico de luz – Rodrigo Ramos
Operador de som – JP Hecht

Sinopse
Quatro jovens renegados e um narrador atravessam fatos históricos como a Ditadura Militar, as Diretas e Junho de 2013. Direção de Rogério Tarifa e dramaturgia de Carlos Zimbher.

O espetáculo Ópera Urbe – Política Cínica e as outras ações do coletivo como shows, rodas de conversas e cineclube estão ocupando a Praça Roosevelt de novembro a dezembro. Ações que fazem parte do projeto Rumor da Rua, contemplado pela 39ª edição do Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo.

Mesas de debates e sessões de cineclube

1ª: Amara Moira – dia 02/11 às 19h
Sessões de filmes – das 18 às 19h
Praça Roosevelt, 184
Mediada pelo dramaturgo do grupo Carlos Zimbher, com a travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e colunista do UOL Esportes, Amara Moira, a proposta é discutir as camadas de preconceito e machismo que permeiam o esporte mais popular do mundo. Este evento, inserido no projeto Rumor da Rua, promove uma discussão profunda sobre os desafios e mudanças na interseção entre política, futebol e diversidade. Antes do bate-papo serão exibidos alguns filmes relacionados ao tema.

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2ª: Sérgio Silva – dia 05/11 às 19h
Sessões de filmes – das 18h às 19h
Praça Roosevelt, 184
A segunda mesa de debate do projeto é “Estado policialesco e justiça parcial é solução para que(m)?” e tem como principal participante Sérgio Silva, fotógrafo que perdeu a visão de um olho enquanto cobria as manifestações de 2013, tema que também é tratado no espetáculo do grupo. Os limites do uso coercitivo que o Estado tem sobre manifestantes e cidadãos em geral e perspectivas de futuro para a Política de Segurança Pública no país. Antes do bate-papo serão exibidos alguns filmes relacionados ao tema.


Cineclube

Deserto SP abre a sessão para Máquina do Desejo: 60 Anos de Teatro Oficina
Dia 11/11 às 19h

DESERTO SP é um curta metragem futurista de Flavio Barollo e Wellington Tibério, do coletivo (se)cura humana. Após um protesto aquático, em um contexto de abundância de água na cidade de São Paulo, duas figuras com máscara de mergulho são lançadas num portal para o futuro, em 2053. E se a Amazônia fosse completamente destruída? Os rios voadores que carregam a umidade das árvores não existiriam mais. Não teria mais chuva. São Paulo, que está na mesma latitude de desertos ao redor do mundo, teria sua sorte alterada?

Máquina do Desejo é um filme construído a partir do precioso acervo audiovisual da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona que, em seus mais de 60 Anos, transborda o palco e penetra na história do Brasil. Um mergulho nas entranhas criadoras das várias formações da indomável companhia e de sua sede, foco de resistência e reexistência que faz da liberdade de criação uma conquista irreversível. Com direção de Lucas Weglinski e Joaquim Castro. Após a sessão do filme, teremos um bate-papo com o diretor Joaquim Castro


Shows

1º: Indiana Nomma canta Mercedes Sosa – a voz dos sem voz
29/11 – às 20h – Praça Roosevelt, 184
Grátis
Duração 60 minutos

2º: Carlos Zimbher e banda – Cordas, nós e voz
01/12 – às 20h – Praça Roosevelt, 184
Grátis
Duração 60 minutos

3º: (se)cura humana – (se)cura com água
08/11 – às 20h – Praça Roosevelt, 184
Grátis
Duração 60 minutos
Serviço
Ópera Urbe 2 – Política Cínica
Duração: 1h30
Classificação indicativa: a partir de 12 anos

Praça Roosevelt
19, 20 e 28 de novembro, às 18h.
04, 06 e 07 de dezembro, às 18h.
11, 12, 13 e 15 de dezembro, às 18h.
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, s/n – Bela Vista
Ingressos: Grátis

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