Saiba como se destacar nas entrevistas de emprego com o segundo idioma

Apenas 5% dos brasileiros falam um segundo idioma e 1% é fluente na língua inglesa

 

O segundo idioma ainda está longe de ser uma realidade para a maioria dos brasileiros. De acordo com pesquisa realizada pela British Council e Instituto de Pesquisa Data Popular, apenas 5% da população brasileira fala um segundo idioma e desses, apenas 1% é fluente na língua inglesa. Diante do panorama, estar nesse grupo seleto torna-se um diferencial importante no mercado de trabalho. Mas como potencializar esse fator para além do currículo? Confira as dicas da professora e CEO da rede Dank Idiomas, Mariza Gottdank, para usá-lo da melhor forma e se destacar nas entrevistas de emprego.

 

1- Esteja antenado: algumas perguntas se tornaram mais frequentes nas entrevistas atuais. Se antes queriam saber onde você se vê em cinco anos ou suas qualidades e defeitos, hoje, questões mais amplas, como discutir o cenário econômico nacional e mundial, ganharam protagonismo no repertório de quem recruta. Ele, por sua vez, espera que o candidato demonstre autonomia para falar sobre qualquer assunto além de seu currículo no idioma requerido. Por isso, estar atualizado sobre as notícias do dia a dia é sempre importante, independentemente da carreira do candidato.

 

2- Fluência técnica é fundamental: ressaltar a fluência de um idioma é uma forma do profissional se destacar ao enviar currículos para as mais diversas vagas do mercado. A exemplo disso, cito a experiência de João Regente, engenheiro civil de 56 anos que estava há dois anos desempregado e que finalmente foi recolocado após uma entrevista no idioma espanhol. Ele até então se encontrava sem esperanças com relação às chances de voltar ao mercado, devido à faixa etária e a situação de empregabilidade na pandemia, quando foi contratado para um cargo de engenheiro de vendas para a América Latina. Ao contrário do que imaginava, o ponto decisivo não foi a experiência de 30 anos em vários setores da indústria ou os cursos realizados na área, mas o idioma espanhol: “Precisavam de alguém com muito poder de negociação em espanhol para a América Latina e bom conhecimento de vocabulário técnico na área. Esses foram os grandes diferenciais em relação aos demais candidatos”, diz João, contente por sua conquista.

 

3- Prepare-se bem, independentemente do seu grau de fluência: assim como um atleta treina todos os dias por um determinado número de horas para uma maratona, o candidato também deve se preparar para a entrevista de emprego em outro idioma.

 

4- Como começar: se o candidato não fala nem um pouco do idioma requerido para a vaga de emprego, seja sincero. Infelizmente, não há como aprender em pouco tempo para passar em uma entrevista de emprego. Isso demanda uma certa quantidade de horas. No entanto, se o candidato já tem proficiência na língua, é sim possível treiná-lo para melhor performance na entrevista. Faça cursos regulares voltados à carreira e se mantenha em desenvolvimento nos estudos e na prática. Afinal, portas podem se abrir a qualquer momento.

 

5- Tenha clareza na comunicação e evite gírias: o candidato precisa ter clareza de comunicação. Sendo assim, evite gírias aprendidas em séries ou pronúncias que imitem de modo forçado o sotaque americano. O candidato não precisa soar como um falante nativo, mas como alguém que se comunica claramente no idioma exigido.

 

6- Erros comuns: falar peoples (o certo é people) ou I am working since… (o certo é I have been working since…) demonstra o quanto o nível de inglês do candidato ainda precisa ser melhorado e tira a atenção do que ele realmente gostaria de transmitir.

 

7- Tire um tempo para organizar as ideias: as cinco horas antes da entrevista são ideais e ajudam o candidato a organizar ideias, tirar dúvidas de vocabulário referente ao currículo e simular a entrevista com um professor que esteja atualizado sobre o tema. Aproveite!

 

Mais informações em www.dankidiomas.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Segue:
Carlos Pinho é jornalista com mais de uma década de atuação abordando diversos temas, de cultura a economia. É diretor do Sindicato Nacional dos Compositores Musicais e ocupa cargos em diversos projetos de impacto social pelo país, como o Instituto LAR e a Tropa da Solidariedade.