Sedentarismo, estresse e má alimentação estão entre os principais inimigos do sistema cardiovascular
A saúde do coração é algo que deve ser levado a sério em todas as idades, como uma tarefa contínua que vai muito além de consultas realizadas apenas quando começam a surgir problemas. Estilo de vida sedentário, má alimentação, histórico genético, estresse e desequilíbrios hormonais podem levar à redução da expectativa de vida e ao aumento das chances de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, uma das principais causas de morte no mundo.
Por sorte, hábitos podem ser modificados, de modo a prevenir doenças cardiovasculares, além de promover muitos outros benefícios secundários, estendendo a expectativa e a qualidade de vida.
Alimentação equilibrada
Um dos maiores vilões quando se trata da prevenção de doenças cardiovasculares é a má alimentação, em especial o consumo elevado de produtos industrializados e ultraprocessados.
Isso se deve ao fato de que esses alimentos, como frituras, salgadinhos, refrigerantes, sucos industrializados e biscoitos, possuem alto teor de gorduras, açúcar e sódio, em concentrações prejudiciais à saúde do coração, além de aumentar as chances de desenvolvimento de hipertensão, obesidade e diabetes.
O ideal é adotar uma dieta balanceada, que contenha frutas, verduras, grãos e legumes, ricos em fibras e antioxidantes, que ajudam a controlar o colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”, e a promover o aumento do HDL, ou colesterol “bom”.
Peixes gordurosos, como salmão, atum, sardinha e anchova, são ricos em ômega 3 – uma gordura insaturada que não é produzida naturalmente pelo organismo, mas é muito importante para a manutenção da saúde vascular, neural e ocular.
Atividade física e estresse
Outro ponto importante na prevenção de doenças cardiovasculares está relacionado ao combate ao sedentarismo. Afinal, o coração é um músculo e, como tal, deve ser exercitado periodicamente para fortalecer sua capacidade vascular e sua eficiência.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é recomendado praticar pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, como caminhada ou bicicleta, ou 75 minutos de atividade intensa, como corrida, além de exercícios de força muscular duas vezes por semana, para manter a pressão arterial e a saúde do coração estáveis.
Hormônios do estresse, como o cortisol, desempenham um papel relevante na deterioração da saúde vascular. Quando estão em níveis elevados, podem aumentar as chances de AVC e infarto. Revisar hábitos cotidianos estressantes, juntamente de apoio psicológico, é uma maneira eficaz de contribuir para a manutenção da saúde cardiovascular.
Por fim, o sono é fundamental para a manutenção geral da saúde e também do coração. Segundo especialistas, um adulto necessita de 7 a 9 horas de sono ininterrupto por noite para que ocorra, de maneira eficiente, a regulação da pressão arterial e a produção dos hormônios que controlam o estresse e o apetite.
Sinais de alerta
Mesmo com uma rotina estabilizada e saudável, é muito importante manter-se atento aos sinais fisiológicos do corpo, que podem indicar problemas relacionados à saúde do coração.
Sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar persistente, palpitações intensas mesmo com baixo esforço, cansaço extremo sem motivos claros e inchaço nos pés e tornozelos exigem avaliação médica o mais rápido possível.
Outros sinais, como apneia do sono e dificuldade de dormir, também podem estar relacionados à saúde vascular.
Busque ajuda
Qualquer sintoma deve ser tratado de forma responsável. Afinal, complicações cardíacas não podem ser deixadas de lado. Fazer visitas regulares ao médico cardiologista para a realização de exames de rotina é uma das principais formas de prevenção.
Além disso, o uso de suplementos nutricionais, como o ômega 3 com coenzima Q10, por exemplo, pode oferecer um suporte adicional à prevenção de doenças cardiovasculares. Vale lembrar que todo uso de suplementos deve ser feito com acompanhamento e orientação médica.