Música
Sérgio Britto lança sexto álbum de estúdio, “Mango Dragon Fruit”, com participações de Ed Motta, Bebel Gilberto, Roberto Menescal e mais

- Lançado pela Midas Music, o novo trabalho representa um passo adiante na construção de sua identidade como artista solo, costurando MPB, bossa nova e pop em uma sonoridade particular, elegante e contemporânea
- Além das faixas autorais, o álbum inclui três canções que Sérgio Britto revisita: “O Barquinho”, ”Chequerê” e “Eu Sou do Tempo”, uma parceria entre Rita Lee e Roberto de Carvalho, até então praticamente inédita em registros oficiais
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“Mango Dragon Fruit”, o sexto álbum solo de Sérgio Britto, cantor, compositor e instrumentista – conhecido tanto por sua trajetória solo quanto por sua história como integrante dos Titãs – já está disponível em todos os apps de música. Lançado pela Midas Music, o novo trabalho representa um passo adiante na construção de sua identidade como artista solo, costurando MPB, bossa nova e pop em uma sonoridade particular, elegante e contemporânea.
“Esse disco é uma continuidade dessa busca por uma personalidade própria”, afirma Sérgio. “Eu acho que cheguei em um resultado que me satisfaz muito, especialmente nesse álbum. Ele dá um passo além do que eu vinha fazendo em termos de arranjos e sonoridade, com espaço para improvisos e um flerte com o jazz.” A proposta estética, que já vinha sendo lapidada ao longo dos discos anteriores, se mostra aqui ainda mais sólida e coesa, com letras líricas, pessoais, e ao mesmo tempo sensíveis às questões atuais – tratadas com leveza e humor, como nas faixas “Problemática com Estilo” e “Bons Tempos Chatos”.
O título “Mango Dragon Fruit” nasce de uma associação inusitada entre o desejo e a combinação tropical do soft drink homônimo da rede Starbucks, uma mistura das frutas manga e pitaia, favorita dos adolescentes. “É uma música sobre o despertar do desejo, da sexualidade, e essa mistura de manga com pitaia me remeteu à maçã do pecado original. Achei que seria um título instigante, que representa bem tanto o conteúdo da música quanto a proposta do disco.”
O álbum traz participações especiais de peso que somam brilho e personalidade às canções. Ed Motta divide os vocais em “Problemática com Estilo”; Fernanda Takai participa em “Não Se Fala Mais Nisso”; Bebel Gilberto marca presença na faixa-título; e o mestre Roberto Menescal canta e toca guitarra semiacústica em uma releitura de seu clássico “O Barquinho”. A lista de convidados se estende ainda a nomes como Tamara Salles (que abre o disco), os irreverentes Brothers of Brazil (Supla e João Suplicy), além de instrumentistas como Ubaldo Versolato, Marcos Suzano e João Parahyba.
Além das faixas autorais, “Mango Dragon Fruit” inclui três canções que Sérgio Britto revisita com frescor e afeto: além da já citada “O Barquinho”, o álbum traz “Chequerê”, do cantor e instrumentista dos Sinhô e “Eu Sou do Tempo”, uma parceria entre Rita Lee e Roberto de Carvalho, até então praticamente inédita em registros oficiais. “É uma pérola”, comenta Sérgio. “A Rita tem essa coisa do ‘bossa and roll’, que tem tudo a ver com o que venho buscando.”
Produzido ao longo do tempo, sem pressa, o álbum contou com três colaboradores de confiança e afinidade musical profunda: o multi-instrumentista e produtor Sérgio Fouad (com quem Britto já havia trabalhado nos Titãs), o artista Guilherme Gê (membro da banda Hecto e parceiro em vários projetos) e Apolo 9, produtor renomado com quem assinou duas faixas do disco. “São três personalidades diferentes que ajudaram a enriquecer ainda mais o meu trabalho, abriram minha cabeça para novas ideias”, explica.
Com uma estética bem definida e um repertório coeso, “Mango Dragon Fruit” consolida o som singular de Sérgio Britto como artista solo. “Eu fui tateando no começo, mas hoje tenho mais clareza do que é essa personalidade musical que venho desenvolvendo. Esse disco é o resultado mais completo dessa trajetória.” A versão em vinil já está nos planos e o projeto gráfico será novamente assinado por Sérgio com fotografias de Pedro Dimitrov, assim como aconteceu na coletânea que antecedeu este novo lançamento.
Com 42 anos de carreira, Sérgio Britto é autor de sucessos como “Epitáfio”, “Homem Primata”, “Diversão”, “Enquanto Houver Sol”, “Flores”, “Go Back”, “Porque Eu Sei Que É Amor”, “Miséria” e “Comida”, entre muitos outros. Sua faixa “Purabossanova”, com participação de Rita Lee, foi eleita melhor música do ano pelo júri da rádio MPB FM, em 2014.
TRACKLIST “MANGO DRAGON FRUIT”
- Viver de Ilusão (Sérgio Britto) c / Tamara Salles
- Problemática com Estilo (Sérgio Britto) c/ Ed Motta
- Bastava Querer (Sérgio Britto)
- Mango Dragon Fruit (Sérgio Britto) c / Bebel Gilberto
- Eu sou do Tempo (Rita Lee / Roberto de Carvalho)
- Chequerê (Sinhô)
- Para a Vida Inteira (Sérgio Britto)
- E Não Se Fala Mais (Sérgio Britto) c / Fernanda Takai
- Tarsila (Sérgio Britto)
- O Barquinho (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli ) c / Roberto Menescal
- Teca (Sérgio Britto)
- Bons Tempos Chatos (Sérgio Britto) c / Brothers of Brazil
Links Sérgio Britto:
Links Midas Music:
Sobre Midas Music:
Estúdio musical e gravadora, fundada pelo produtor e empresário Rick Bonadio. Com o principal objetivo de desenvolver e gerenciar novos artistas e um método de trabalho único no mercado, a Midas é a principal gravadora independente do país. A equipe é formada por um time de experientes profissionais do mercado que se especializaram ao longo de 30 anos no desenvolvimento de artistas.
Música
Vi Drumus estreia com Medor, um manifesto de sensibilidade e resistência

(Foto por Henrique Thoms)
Primeiro álbum do artista une rap e MPB para dar voz a dores invisíveis e sonhos possíveis
Ouça e assista aqui: https://youtu.be/TFzkF0YkC_4?si=bZX1OjPnVuVJ4KTw
Nascido da convivência com uma dor crônica que atravessa corpo e mente, Medor é o primeiro álbum de Vi Drumus, lançado de forma independente em todas as plataformas digitais. O projeto é fruto de sete anos de enfrentamento diário e propõe, em suas oito faixas, uma profunda reflexão sobre como a dor molda afetos, desejos, medos e a forma de estar no mundo. Misturando rap – sua raiz criativa – com influências da MPB, o artista cria um som que transita entre a crueza do ritmo falado e atmosferas melódicas mais delicadas, narrando uma trajetória emocional marcada por resistência, sonho e busca de coletividade.
O processo de criação do álbum foi permeado por altos e baixos, respeitando os limites físicos e emocionais do artista. As letras, escritas entre a urgência e o cuidado, constroem uma narrativa sensível que busca dar voz às experiências muitas vezes invisibilizadas de quem convive com dor crônica. A produção musical, assinada por Lance, explora beats densos e texturizados, harmonizados com camadas vocais e elementos atmosféricos, traduzindo sonoramente a oscilação entre dureza e sensibilidade.
Além de seu olhar autoral, Vi Drumus abre espaço para parcerias que reforçam a pluralidade de seu discurso. O trompetista e cantor Nova participa de “Iluminado”, trazendo energia e esperança; Alexandre Z colabora em “Flerte”, conferindo leveza e brasilidade à faixa; e Yeemí brilha em “Leoa”, evocando força ancestral e acolhimento. Cada colaboração expande o universo emocional do disco, que é, acima de tudo, um convite à escuta sensível.
Com Medor, Vi Drumus entrega um trabalho que não romantiza a dor, mas a encara com honestidade e beleza. Um grito, mas também um abraço. Um álbum para quem busca, na música, reflexão, companhia e força para seguir.
“Quero que quem ouça se sinta visto, mesmo nas suas sombras”, diz o artista.
FAIXA A FAIXA
por Vi Drumus
O Sonho Anestesia – A faixa que abre o álbum apresenta uma realidade em que o corpo é explorado e a mente busca refúgio na poesia e na fuga onírica. Mas os sonhos nem sempre anestesiam; às vezes, eles apenas escancaram aquilo que tentamos esquecer.
Ilusões – O convívio com a dor crônica atravessa o uso de remédios, a oscilação da saúde mental e a tentativa de continuar mesmo sem saber como. Às vezes, precisamos das ilusões apenas para conseguir ficar mais um pouco.
Iluminado (feat. Nova) – Aqui começo a vislumbrar a possibilidade de cura — não no corpo, mas na fé, na solidariedade e na luz do encontro com o outro. A faixa flerta com o sonho de viver do sonho, de se reconhecer em espaços antes distantes, onde o nome ganha luz.
Sumindo em Dois – Nessa faixa, o corpo vira rota de fuga. O desejo surge como tentativa de anestesiar a dor, de multiplicar o prazer para esquecê-la. Mas, no fim, permanece a pergunta: até que ponto esse refúgio é libertação e até que ponto estamos apenas desaparecendo dentro dos desejos do outro?
Flerte (feat. Alexandre Z) – No meio do caos, há respiros. Esta é uma canção sobre vontades, troca e entrega — uma trégua da dor. Mas, ainda assim, inquieta: até onde vai o prazer e onde começa o medo de se perder no outro?
Leoa (feat. Yeemí) – A ausência de alguém pode doer tanto. A faixa mergulha em um amor ansioso, permeado por medo da perda, idealizações e desequilíbrios. Há afeto, mas também toxicidade — um ciclo de dor emocional que se mistura à dúvida se o que resta são lembranças ou feridas abertas.
Dores não são flores – Uma recusa direta a romantizar o sofrimento. Aqui, dou voz à raiva, à frustração, à vontade de explodir contra uma lógica de produtividade e autoajuda que ignora a realidade de quem sente dor todos os dias.
Tem que Ser no Plural – Fechando o disco, essa faixa reafirma que o caminho, se existir, não é solitário. A coletividade aparece como alívio e como resistência. A dor isolada enfraquece; compartilhada, vira força.
Música
Rodolfo Abrantes se apresenta em Belém, do Pará, com show da Microfonia Tour

Cantor promete noite repleta de hits no Teatro Estação Gasômetro
Após passar por várias capitais do país ao longo de 2024 e no começo deste ano, o cantor Rodolfo Abrantes leva o show da Microfonia Tour para o Teatro Estação Gasômetro, em Belém, do Pará, em uma única apresentação neste sábado (10), a partir das 18h.
A turnê comemora os 30 anos de carreira de Rodolfo, conhecido pelo público desde os tempos em que era vocalista da banda Raimundos, e também por seu retorno aos palcos. De acordo com o artista, a capital paraense foi escolhida para receber a turnê por fazer parte de sua história e era um show que ele queria ter feito desde o ano passado.
– Belém é um lugar que eu vou bastante, apesar da distância. O carinho do povo e a comida também são maravilhosos e fazem a gente voltar o tempo todo. É um povo muito sedento de Deus e muito intenso nas suas manifestações de alegria e de adoração e estou com uma expectativa muito grande. O próprio conceito da tour é levar aquilo que a gente faz com naturalidade no ambiente de adoração a outros lugares – explica o cantor.
Até o momento, a Microfonia Tour já realizou 20 shows em várias cidades, como o sertão da Paraíba, Campina Grande, Patos e João Pessoa. Até o final do ano, a turnê já tem datas confirmadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal, Goiás, Amazonas, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.
Rodolfo garante que o público que comparecer às apresentações vai viver uma imersão completa pela carreira do artista dono de hits como “Isaías 9”, “Escondido em Mim”, “Até Que a Casa Esteja Cheia”, “O Dia Que Será Pra Sempre”, “Um Presente Pro Futuro” e a mais recente “Onde o Mel é Mais Doce”.
– Eu escolhi as músicas que mais marcaram minha carreira e que mais me comunicaram com o pessoal. Vai ter uma mistura das músicas mais antigas, das mais novas, das mais aceleradas, as mais lentas, as mais de adoração. É um show louco, mas que passa num piscar de olhos porque, modéstia à parte, está muito divertido. As pessoas que vão à Microfonia Tour podem esperar uma noite de muita música e de muita alegria. A banda é incrível, o setlist está organizado de uma forma em que tem vários climas durante o show com uma surpresa atrás da outra. Eu e minha banda estamos cada vez mais à vontade em cima do palco, se divertindo e ansiosos para ver o que Deus vai fazer – afirma Rodolfo Abrantes.
E para a alegria do público, o anfitrião adianta que o show realizado em Fortaleza, no ano passado, foi gravado e estará disponível em breve para o público.
– Foi um ótimo registro. A dó que dá é porque o show fica melhor a cada vez e dá vontade de gravar tudo de novo. Mas foi um registro muito fiel ao que a gente experimentou ano passado. Dá para perceber a alegria e a surpresa na nossa cara mesmo por ver diversas músicas tomando forma ao vivo e misturadas com a voz do povo – finaliza o artista.
SERVIÇO: Rodolfo Abrantes – Microfonia Tour – Belém
Data: 10 de maio (sábado)
Horário: 18h
Local: Teatro Estação Gasômetro
Endereço: Avenida Governador Magalhães Barata, 830 – São Brás – Belém – Pará – CEP: 66063-240
Classificação: 16 anos
Ingressos: https://www.clubedoingresso.com/evento/rodolfoabrantes-belem
Acompanhe as próximas datas da Microfonia Tour no site oficial:
https://www.rodolfoabrantes.com.br/
Música
Krawk Alencar diz que Guri MC ‘precisa encontrar Jesus’ e rapper responde com música contundente

Declaração foi feita durante participação de Krawk no Cola Mais Podcast e reacendeu polêmica com Guri MC, que lançou faixa com críticas diretas
A polêmica entre o rapper Guri MC e o artista e empresário Krawk Alencar voltou a ganhar força após o lançamento de uma música-resposta por parte de Guri. O estopim foi uma fala de Krawk durante sua participação no Cola Mais Podcast, que foi ao ar no início deste ano, mas segue repercutindo entre fãs e dentro da cena do hip hop nacional.
No episódio, Krawk utilizou uma máscara de palhaço ao se referir a Guri MC e fez uma reflexão que, segundo ele, não foi com tom de ataque, mas de preocupação espiritual.
“O que é um palhaço? É alguém que faz qualquer coisa pra divertir os outros. Mas talvez ele nem queira, talvez ele precise. Debaixo dessa maquiagem tem uma pessoa… E eu olho pro Guri e vejo alguém que precisa encontrar Jesus também. Eu não tenho ódio dele, oro pra que o Senhor o alcance, assim como me alcançou.”
Assista o trecho aqui: Cola Mais Podcast
A declaração não passou despercebida. Em um novo clipe divulgado recentemente, Guri MC aparece também usando uma máscara de palhaço — um gesto simbólico em resposta direta à provocação. A música traz versos contundentes, nos quais o rapper acusa Krawk de manipulação, intolerância religiosa e oportunismo dentro da cultura hip hop.
Um dos trechos mais comentados diz:
“Sabe qual a diferença entre as batalhas e Cristo? Um você demoniza, o outro você monetiza.”
Assista o clipe aqui: Youtube minuto 03:50
Além disso, Guri cita conflitos antigos envolvendo outros nomes da cena, acusações sobre contratos e posturas contraditórias, e encerra com um forte posicionamento sobre fé, discurso e responsabilidade pública.
A resposta musical tem gerado intensa movimentação nas redes sociais, dividindo opiniões entre os fãs. Enquanto alguns defendem a liberdade de expressão artística do rapper, outros pedem mais respeito e menos exposição entre artistas que dividem o mesmo espaço cultural.
O episódio completo do Cola Mais Podcast, onde Krawk faz as declarações, continua disponível nas plataformas digitais. Já a música de resposta de Guri MC pode ser encontrada nas principais plataformas de streaming.