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Tradição, alto rendimento e inclusão marcam a participação do Yacht Club de Ilhabela na Semana Internacional de Vela

A força da vela brasileira estará representada por diferentes gerações, histórias e projetos durante a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval. O Yacht Club de Ilhabela (YCI), além de receber o maior evento de vela oceânica da América Latina, levará às raias 13 embarcações que traduzem essa diversidade.

King II, Lucky Alforria, Saci, Xamã, Jazz, Blue Wind, INAE I, A Valente, Fuga III, Vendetta, Kaikias EMS, Tomas Mangabeira Albernaz e Barco Brasil – Mussulo 25 disputarão provas em diferentes classes defendendo o clube.

A flotilha reúne desde campanhas de alto rendimento com atletas olímpicos e campeões mundiais até equipes formadas por famílias, amigos e moradores de Ilhabela. Também fazem parte do grupo projetos voltados ao desenvolvimento de novos velejadores e iniciativas que ampliam a participação feminina na modalidade.

O King II volta a figurar entre os protagonistas após conquistar a classe Super 40 na edição de 2022, quando o título foi decidido apenas no quarto critério de desempate. Criado em homenagem a um amigo dos cinco sócios da embarcação, contará novamente com nomes de destaque da vela nacional, como Robert Scheidt e Alexandre Paradeda. “A vela oceânica é a expressão máxima do trabalho em equipe, da estratégia, da resiliência e da paixão pelo mar. Queremos competir em alto nível e inspirar novos praticantes”, afirma Marcelo Navarro.

Outro símbolo da competição é o Lucky Alforria. Frequentando a Semana Internacional de Vela há mais de 30 anos, mantém uma tripulação formada principalmente por caiçaras de Ilhabela, que treinam juntos durante toda a temporada. “A Semana de Vela é o melhor encontro de amigos da velha guarda, em uma das paisagens mais bonitas do Brasil”, destaca Edmar Alves, de olho em novos bons resultados na ORC Cruiser.

No Xamã, a continuidade da equipe é um dos diferenciais. Sergio Klepacz lidera uma tripulação que permanece praticamente intacta há mais de uma década e conta com o experiente Paulo Henrique de Jesus, o Tina, referência da vela local. Entre as histórias marcantes está uma regata em Alcatrazes, quando um grande tubarão acompanhou o barco durante uma manobra em mar revolto. Agora, o foco é voltar a brigar pelas primeiras posições da ORC.

Comandado por Adriana Merino, o A Valente tornou-se um símbolo da presença feminina na vela. Em sua primeira participação na Semana Internacional de Vela, competiu com uma equipe totalmente feminina. Atualmente, continua reunindo iniciantes, jovens e amigos. “Queremos mostrar que qualquer pessoa pode fazer parte desse universo. No mar, somos todos um”, afirma.

O Fuga III representa a tradição dos clássicos. Após passar por restauração, o Swan S&S estreou na competição conquistando o vice-campeonato da classe Clássicos e foi o barco do YCI com melhor desempenho na categoria. A embarcação reúne familiares e amigos em torno da ideia de viver a vela em um ritmo diferente do cotidiano.

Defensor do título da Classe C30 conquistado em 2025, o Kaikias EMS retorna com uma equipe comandada por Daniel Hilsdorf. O projeto reúne profissionais, amigos e jovens da Escola de Vela de Ilhabela, além de apoiar a iniciativa Vela do Amanhã. “Competimos para vencer, mas sem perder a essência do esporte e a alegria de velejar”, resume.

Já o Barco Brasil – Mussulo 25 integra um programa idealizado por José Guilherme Caldas para preparar tripulações para desafios internacionais, como a Globe 40. A equipe reúne atletas olímpicos, campeões mundiais e jovens talentos.

Entre as estreias da edição está o Jazz. Sob o comando de John Jensen, o barco foi inspirado na música e na fase Jazz, de Henri Matisse, e reúne familiares, amigos e ex-alunos da Escola de Vela de Ilhabela, com presença feminina superior à metade da tripulação na maioria das competições.

Com perfis distintos, todas as embarcações representam a história do Yacht Club de Ilhabela e reforçam o papel da cidade como referência da vela nacional há mais de cinco décadas.

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