Uma noite que reúne duas gerações do esporte brasileiro: Rafael Baby conduzirá prêmio que homenageará Cafu
COB

De um lado, um judoca que construiu mais de duas décadas de trajetória no alto rendimento e chegou três vezes ao pódio olímpico. Do outro, um dos protagonistas da história recente do futebol brasileiro, campeão mundial e capitão da Seleção. É nesse encontro que será realizada a 11ª edição do Prêmio Sou do Esporte Foco Radical.

No dia 30 de novembro, na Sala São Paulo, em São Paulo (SP), Rafael Carlos da Silva, o Rafael Baby, estará à frente da cerimônia como mestre de cerimônias. O grande homenageado será Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, capitão do Brasil na campanha do pentacampeonato mundial de 2002.

A edição de 2026 também representa uma mudança de escala para a premiação, que inicia sua segunda década com novas formas de reconhecer o esporte brasileiro. Atleta Militar, Atleta Indígena, Atleta Master e Atleta de Rodeio estão entre as categorias que passam a integrar o evento.

Atleta Militar será realizada em parceria com o Conselho Desportivo Militar do Brasil (CDMB) e o Ministério da Defesa. Atleta Indígena terá participação do Instituto Memória e Ciência Indígena, enquanto Atleta de Rodeio será desenvolvida com a PBR Brasil.

O Prêmio ainda acrescenta Documentário Esportivo e Arenas & Estádios à programação. Essas novidades se juntam às categorias de governança e aos demais reconhecimentos que já fazem parte da história da premiação.

Rafael Baby chega à cerimônia com um currículo de quatro pódios individuais em Campeonatos Mundiais e três medalhas olímpicas. Nos Jogos de Londres 2012, conquistou o bronze no peso pesado. No Rio 2016, repetiu a medalha. Em Paris 2024, participou da campanha que levou o Brasil ao bronze por equipes mistas.

A conquista de 2024 teve um significado adicional: aos 37 anos, Baby tornou-se o brasileiro mais velho a ganhar uma medalha olímpica no judô.

No Mundial, o judoca foi prata no Rio de Janeiro, em 2013, e conquistou bronzes em 2014, 2017 e 2023. Nas equipes mistas, também ajudou o Brasil a obter a prata em 2017 e os bronzes de 2019 e 2021. No circuito pan-americano, disputou 12 finais individuais entre 2011 e 2024. Em Grand Slam, acumulou mais de uma dúzia de medalhas.

Para Fabiana Bentes, fundadora e presidente do Instituto Sou do Esporte, a presença de Baby dá um significado especial à cerimônia.

“Ter o Rafael Baby como mestre de cerimônias é colocar no palco alguém que conhece o esporte por dentro e construiu uma trajetória de mais de duas décadas no alto rendimento. O Prêmio Sou do Esporte é feito para reconhecer quem transforma o esporte brasileiro, e ter um atleta com três medalhas olímpicas conduzindo essa noite tem uma representação muito importante para nós”, afirma Fabiana Bentes.

A participação de atletas como mestres de cerimônias já integra a tradição do evento. Na estreia do Prêmio Sou do Esporte, Nalbert Bitencourt, multicampeão olímpico, assumiu a função voluntariamente. Depois, Carlão, Virna Dias, Daniel Dias, Beatriz Mühlbauer e Ágatha Rippel também contribuíram voluntariamente com a premiação.

O caminho de Baby até os grandes palcos

Antes das medalhas e das grandes competições, Rafael Carlos da Silva começou no judô aos 15 anos, em Rolândia (PR), município onde passou a infância. A mudança para São Paulo (SP), para integrar o Projeto Futuro, marcou outro momento de sua trajetória. Foi ali que recebeu o apelido Baby, inspirado no personagem da série Família Dinossauro.

Em Londres 2012, o brasileiro precisou passar pela repescagem para alcançar seu primeiro pódio olímpico. No Rio 2016, enfrentou Teddy Riner nas quartas de final e acabou derrotado pelo francês. A recuperação veio pela repescagem, caminho que novamente o levou à medalha de bronze.

Em Tóquio 2020, o duelo com Riner aconteceu outra vez na repescagem. Dessa vez, Baby ficou sem medalha. Em Paris 2024, a história olímpica ganhou mais um capítulo: convocado para competir pela equipe brasileira na disputa mista, venceu sua luta e participou diretamente da conquista do bronze.

Cafu no centro da homenagem

A homenagem principal da noite será dedicada ao futebol. Cafu chega ao evento com dois títulos mundiais pela Seleção Brasileira, conquistados em 1994 e 2002, além da condição de capitão da equipe campeã do mundo em 2002.

Sua marca na história das Copas também está relacionada a uma façanha única. Cafu é o único jogador a participar de três finais consecutivas do Mundial, em 1994, 1998 e 2002.

“Estamos construindo uma edição que representa a diversidade e o tamanho do esporte brasileiro. Ter o Rafael Baby conduzindo a cerimônia e o Cafu como nosso grande homenageado reúne duas histórias que atravessaram gerações e representaram o Brasil nos maiores palcos do esporte mundial”, completa Fabiana Bentes.

O encontro entre os dois nomes acontecerá na segunda-feira (30 de novembro), na Sala São Paulo, em São Paulo (SP). A cerimônia do 11º Prêmio Sou do Esporte Foco Radical terá transmissão do BandSports.

Dez anos de atuação do Instituto Sou do Esporte

A história da premiação está ligada ao Instituto Sou do Esporte, organização independente e apartidária fundada em 2015 pela jornalista Fabiana Bentes. A entidade trabalha pelo fortalecimento do esporte brasileiro a partir de princípios como boa governança, transparência e responsabilidade social.

Em uma década, o instituto consolidou-se entre as principais referências nacionais em qualificação da gestão esportiva e em projetos que conectam o setor a economia, inovação, comunicação e impacto social.

Fazem parte de seus principais projetos o Prêmio Sou do Esporte, reconhecido como a maior premiação multissetorial do esporte brasileiro; o PIB do Esporte, estudo pioneiro realizado em parceria com a EY para mensurar a participação do setor na economia nacional; o SDE Bisutti Talks, série de encontros voltada ao intercâmbio de conhecimento e networking entre lideranças esportivas e empresariais; e o Sou do Esporte Gastronomia Nutritiva, iniciativa que aproxima alimentação saudável, esporte, bem-estar e relacionamento.

O instituto também realiza eventos, estudos, programas de capacitação e projetos estratégicos voltados ao desenvolvimento do ecossistema esportivo, conectando organizações, empresas, governos e lideranças na busca por um esporte mais ético, transparente e sustentável.

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