Antes de ser a primeira vacinada contra a Covid-19 no Brasil, Mônica Calazans já conhecia de perto os desafios de quem cuida
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Enfermeira e mãe solo, Mônica transformou sua trajetória na linha de frente da saúde em uma experiência que hoje orienta sua atuação e seu compromisso com a valorização de quem cuida da população

Enfermeira, mãe solo e trabalhadora da saúde, Mônica Calazans viveu na própria trajetória aquilo que milhões de brasileiras enfrentam todos os dias: conciliar trabalho, maternidade, responsabilidades e a necessidade de seguir em frente, mesmo diante das dificuldades.

A história de Mônica também dialoga com a realidade de milhões de brasileiras. Segundo o Censo 2022, 49,1% das unidades domésticas do país tinham uma mulher como responsável, o equivalente a cerca de 35,6 milhões de lares. Entre os domicílios sob responsabilidade feminina, 10,3 milhões eram formados por mulheres sem cônjuge e com filhos, um retrato da dimensão da maternidade solo no Brasil.

Em janeiro de 2021, seu rosto se tornou símbolo de um momento histórico. Ao receber a primeira vacina contra a Covid-19 aplicada no Brasil, Mônica representou uma categoria que esteve na linha de frente enquanto o país enfrentava uma das maiores crises sanitárias de sua história.

Mas aquela imagem não conta toda a história.

Por trás da profissional que se tornou símbolo nacional, existe uma mulher que conhece a realidade do SUS, os desafios da enfermagem e a importância de políticas públicas capazes de proteger tanto quem precisa de atendimento quanto quem está diariamente na missão de cuidar.

Sua trajetória também é marcada pela experiência da maternidade solo, uma realidade que acrescenta outras camadas aos desafios de conciliar vida profissional, responsabilidades familiares e sobrevivência.

É dessa experiência que nasce uma candidatura construída a partir da vivência.

Mônica Calazans quer levar para a política a voz de quem conhece a saúde não apenas pelos discursos, mas pela prática, pelo cuidado e pela vida real.

Porque quem já esteve na linha de frente sabe que cuidar das pessoas também significa lutar por condições dignas para quem cuida.

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