Há momentos do calendário em que a cultura deixa de ser apenas observada e passa a ser vivida coletivamente. No Brasil, o carnaval e as festas populares cumprem exatamente esse papel. Mais do que entretenimento ou tradição folclórica, esses eventos funcionam como espaços simbólicos onde identidades se expressam, tensões sociais emergem e narrativas coletivas são negociadas em tempo real.
É nesse ponto de leitura cultural, antes do espetáculo, antes da celebração, que se insere Mídias Culturais, obra escrita por diversos autores multidisciplinares e publicada pela ÍCONE EDITORA, referência nacional em livros dedicados à educação, cultura e ciências humanas. O livro parte de uma constatação central: manifestações culturais populares não existem fora dos sistemas de mídia, linguagem e poder. Elas são atravessadas por discursos, enquadramentos simbólicos e disputas de sentido que moldam a forma como a sociedade se reconhece.
Antes de analisar produtos midiáticos ou eventos específicos, a obra propõe um diagnóstico do tempo presente. Ao observar como festas populares, rituais coletivos e expressões culturais circulam pelas mídias tradicionais e digitais, o livro revela como esses fenômenos se transformam em arenas de visibilidade, pertencimento e conflito. O carnaval, nesse contexto, deixa de ser apenas festa e passa a ser linguagem social.
Segundo estudos amplamente discutidos por pesquisadores da cultura e da comunicação em universidades de Harvard e MIT, eventos coletivos funcionam como “espelhos simbólicos” da sociedade, condensando valores, disputas políticas, afetos e identidades. Não são apenas celebrações: são narrativas vivas. É exatamente essa perspectiva que os autores de Mídias Culturais articulam ao analisar a relação entre cultura popular, mídia e construção de sentido no mundo contemporâneo.
Publicado pela ÍCONE EDITORA, o livro dialoga com temas que ganham especial relevância no período de fevereiro, quando o país se volta novamente às festas populares: cultura e identidade, mídia e representação, cultura de massa, indústria cultural, apropriação simbólica, educação cultural e formação crítica. Esses temas são tratados não como slogans, mas como processos estruturais que ajudam a compreender por que a cultura popular continua sendo um território central de disputa simbólica.
A obra evidencia que o debate não está em celebrar ou criticar as festas populares, mas em compreender como elas são mediadas, narradas e ressignificadas. Ao fazer isso, Mídias Culturais oferece ao leitor instrumentos para interpretar o carnaval e outras manifestações não como eventos isolados, mas como expressões profundas da vida social contemporânea.
Em um tempo de aceleração, ruído e simplificação, o livro convida a uma pausa analítica: olhar para aquilo que celebramos e entender por quê.
Em um país que canta, dança e festeja para narrar a si mesmo, a ÍCONE EDITORA aposta no que permanece essencial: contexto, leitura crítica e clareza cultural.
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