Sorriso gengival: o que pode ser feito para corrigir essa condição?

Você sente alguma insegurança ao sorrir? Reconhecido como o “cartão de visitas” das pessoas, o sorriso é fundamental para elevar a autoestima e o bem-estar das pessoas, além de impactar nas relações sociais. Prova disso está no levantamento da Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (ABIMO), que indica que aproximadamente 12 milhões de brasileiros vão ao dentista em busca de melhorar a autoestima e a qualidade de vida.

 

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Entre as principais queixas estéticas que chegam ao consultório dos cirurgiões dentistas e sócios do Ateliê Cangussu & Ferraz, Raphael Cangussu, Davi Ferraz e Danilo Ferraz, está o sorriso gengival. A condição ocorre quando a gengiva fica mais em evidência que os dentes ao sorrir de forma espontânea ou apresenta assimetrias, demonstrando um desequilíbrio da harmonia estética.

As principais causas do sorriso gengival podem estar relacionadas com o processo de erupção do dente ou de crescimento da gengiva, que pode ser induzido pelo acúmulo de biofilme bacteriano (placa bacteriana) ou até mesmo uso de alguns medicamentos. Outro motivo para que o tecido gengival seja excedente é a hipermotricidade (excesso de movimentação) do lábio superior.

Em geral, questões esqueléticas, musculares, gengivodentais ou uma junção entre elas, são causadoras do problema, pontua Danilo. Para tratá-lo, o dentista irá fazer uma avaliação do caso para indicar a abordagem mais adequada para o paciente. “Por ser uma condição causada por muitos fatores, como tamanho da face ou do dente, contração da musculatura, lábio superior em atividade incomum, entre outros, é necessária uma abordagem personalizada para cada paciente que pode combinar várias técnicas”, avalia o ortodontista e protesista.

 

Segundo Raphael, periodontista e implantodontista, um dos procedimentos indicados para o tratamento do sorriso gengival é o aumento de coroa clínica por finalidade estética. “É uma cirurgia em que removemos o tecido gengival em excesso que recobre o dente, ajustando e melhorando sua proporção”. Na maioria dos casos, para que esse tipo de tratamento tenha longevidade, é necessário fazer também o ajuste do tecido ósseo, uma espécie de escultura óssea que visa melhorar os resultados, esclarece Raphael. “É um procedimento definitivo, que demanda delicadeza e precisão, por isso, precisa de experiência profissional. Além disso, é indolor e com baixa morbidade, com um excelente pós-operatório e de resultado imediato”, destaca.

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A cirurgia ortognática pode ser outra opção definitiva em casos de altura excessiva da maxila, diz Danilo, ortodontista e protesista. “Quando o sorriso gengival é causado por problemas ósseos subjacentes, como excesso vertical de maxila, será necessário fazer a cirurgia ortognática para reposicionar os maxilares e reparar a exposição excessiva da gengiva. Além de corrigir questões funcionais, como a assimetria facial, a mordida cruzada e a mordida aberta, o procedimento promove harmonia facial entre lábios e dentes”, comenta.

Segundo Davi, existem ainda alternativas que não necessitam de intervenção cirúrgica: a toxina botulínica, mais conhecida como botox, e o preenchimento com ácido hialurônico. “O botox pode ser indicado em casos de exposição gengival causada por hipermotricidade labial, enquanto o preenchimento ajuda pacientes que apresentam o lábio superior mais fino”. Pode ser uma opção integrada ao protocolo de harmonização facial. No entanto, como o efeito dos procedimentos é temporário, precisam ser repetidos regularmente”, completa o protesista e reabilitador oral.

Crédito da foto: Istock

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