- Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, destaca que nem sempre é necessário excluir totalmente os laticínios da alimentação, já que a intolerância à lactose costuma ser dose-dependente. Ele explica que cada organismo possui um nível de tolerância próprio, que varia conforme a quantidade ingerida, o tipo de alimento, a microbiota intestinal e até a forma de consumo, o que faz com que muitas pessoas consigam ingerir pequenas porções de derivados sem apresentar sintomas relevantes. Segundo ele, a recomendação atual é individualizar a alimentação e evitar restrições excessivas, adotando na prática uma abordagem que envolve reduzir a lactose, testar a tolerância de cada pessoa e preservar, sempre que possível, fontes importantes de cálcio, proteína, vitamina D e vitamina B12.
- Intolerância à lactose x alergia ao leite
- A intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite são condições distintas. A primeira está relacionada à dificuldade do organismo em digerir a lactose, açúcar presente no leite, e provoca principalmente sintomas gastrointestinais, como gases, distensão abdominal, cólicas, náusea e diarreia. Trata-se de uma condição dose-dependente, que não envolve o sistema imunológico e, em geral, não está associada a reações graves.
- Já a alergia ao leite é uma resposta imunológica às proteínas do leite, como a caseína e as proteínas do soro. Nesses casos, mesmo pequenas quantidades podem desencadear reações que afetam pele, intestino, sistema respiratório e circulação, como coceira, urticária, inchaço, vômitos, chiado no peito, falta de ar, sangue nas fezes e, em situações mais graves, anafilaxia. Mais comum na infância, a condição exige a exclusão total do leite e de seus derivados, inclusive versões sem lactose. O professor de nutrição reforça que a diferença central está no mecanismo de reação: “A intolerância é uma reação ao açúcar do leite, enquanto a alergia envolve uma resposta do sistema imunológico às proteínas lácteas. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para definir o tratamento adequado”.
- Ele acrescenta ainda que produtos sem lactose não são indicados para pessoas com alergia ao leite, já que continuam sendo derivados lácteos e mantêm as proteínas responsáveis pelas reações alérgicas. “A remoção da lactose não elimina as proteínas do leite, que são justamente as responsáveis pela alergia, por isso esses produtos não são seguros nesses casos”, explica o nutricionista.
Intolerância à lactose: entenda a condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo
Especialistas da Afya explicam os sintomas mais comuns e as diferenças entre intolerância e alergia ao leite
Embora o leite esteja entre os alimentos mais consumidos no mundo, uma parcela significativa da população apresenta algum grau de intolerância à lactose, que é o açúcar natural presente no alimento. No Brasil, estima-se que mais de 50% das pessoas tenham tendência a desenvolver a condição, segundo estudo do laboratório Genera. Isso ocorre quando o organismo produz pouca ou nenhuma lactase, enzima responsável por digerir a lactose no intestino e permitir sua adequada absorção pelo corpo. Sem essa enzima em quantidade suficiente, o açúcar do leite não é corretamente processado, o que pode levar ao surgimento de sintomas após o consumo de laticínios.
De acordo com Dr. Renato Zorzo, médico e professor de nutrologia da Afya Ribeirão Preto, a intolerância pode surgir em diferentes fases da vida e variar bastante de intensidade. “Muitas pessoas passam a apresentar sintomas na adolescência ou na vida adulta porque a produção de lactase tende a diminuir naturalmente com o passar dos anos. A intolerância à lactose é a expressão clínica da insuficiência de lactase, e a maioria das pessoas está em algum ponto entre os extremos, há quem tolere pequenas quantidades de leite sem sintomas e há quem apresente desconfortos com doses muito menores”, explica.
O especialista ressalta que a intolerância à lactose costuma ser adquirida ao longo da vida, já que bebês, em geral, não apresentam a condição, exceto em raros casos genéticos. Ele explica que a produção de lactase tende a diminuir a partir dos primeiros anos de vida e pode se intensificar com o envelhecimento, o que torna a intolerância mais frequente em idosos e também influenciada por fatores genéticos. Entre os sintomas mais comuns estão dor abdominal, estufamento, excesso de gases, náusea, diarreia e sensação de má digestão após o consumo de leite e derivados, geralmente surgindo pouco tempo após a ingestão. Segundo o médico, também podem ocorrer distensão abdominal intensa, aumento rápido de gases, cólicas, ruídos intestinais, urgência evacuatória e, em alguns casos, mal-estar, sudorese e desconforto significativo.
Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, destaca que nem sempre é necessário excluir totalmente os laticínios da alimentação, já que a intolerância à lactose costuma ser dose-dependente. Ele explica que cada organismo possui um nível de tolerância próprio, que varia conforme a quantidade ingerida, o tipo de alimento, a microbiota intestinal e até a forma de consumo, o que faz com que muitas pessoas consigam ingerir pequenas porções de derivados sem apresentar sintomas relevantes. Segundo ele, a recomendação atual é individualizar a alimentação e evitar restrições excessivas, adotando na prática uma abordagem que envolve reduzir a lactose, testar a tolerância de cada pessoa e preservar, sempre que possível, fontes importantes de cálcio, proteína, vitamina D e vitamina B12.
Intolerância à lactose x alergia ao leite
A intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite são condições distintas. A primeira está relacionada à dificuldade do organismo em digerir a lactose, açúcar presente no leite, e provoca principalmente sintomas gastrointestinais, como gases, distensão abdominal, cólicas, náusea e diarreia. Trata-se de uma condição dose-dependente, que não envolve o sistema imunológico e, em geral, não está associada a reações graves.
Já a alergia ao leite é uma resposta imunológica às proteínas do leite, como a caseína e as proteínas do soro. Nesses casos, mesmo pequenas quantidades podem desencadear reações que afetam pele, intestino, sistema respiratório e circulação, como coceira, urticária, inchaço, vômitos, chiado no peito, falta de ar, sangue nas fezes e, em situações mais graves, anafilaxia. Mais comum na infância, a condição exige a exclusão total do leite e de seus derivados, inclusive versões sem lactose. O professor de nutrição reforça que a diferença central está no mecanismo de reação: “A intolerância é uma reação ao açúcar do leite, enquanto a alergia envolve uma resposta do sistema imunológico às proteínas lácteas. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para definir o tratamento adequado”.
Ele acrescenta ainda que produtos sem lactose não são indicados para pessoas com alergia ao leite, já que continuam sendo derivados lácteos e mantêm as proteínas responsáveis pelas reações alérgicas. “A remoção da lactose não elimina as proteínas do leite, que são justamente as responsáveis pela alergia, por isso esses produtos não são seguros nesses casos”, explica o nutricionista.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.